Brasília-DF,
18/DEZ/2017

Protagonista de O crítico tem a capacidade de rir de si mesmo

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Ricardo Daehn Publicação:16/01/2015 07:30
Uma das características do filme é a capacidade de rir do métier do cinema ( LM/Divulgação)
Uma das características do filme é a capacidade de rir do métier do cinema

Foi no último Festival de Cinema de Gramado — em que o filme de estreia do argentino Hernán Guerschuny saiu premiado pela crítica — que um jurado brincou: por ser do métier, o crítico e também cineasta motivou “o corporativismo”.

Justamente nas piadas autorreferentes que o diretor acertou a mão, ao girar o filme em torno do personagem Víctor Tellez. Anotando tudo e de olho em todos, Tellez se vê meio que largado da vida real, fora da profissão de crítico.

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Interpretado de modo agridoce por Rafael Spregelburd (O homem do lado), Tellez não é nada descolado e desvia do clichê de mero insensível: já amou e foi amado. Aplicado demais e algo pretensioso (já que asseguraria parte do alicerce da boa diversão para seus leitores), por sorte, Tellez desvia do borrão de estereótipo da detestável crítica teatral que habita o inédito Birdman.

Rir de si mesmo é uma qualidade que o diretor do filme repassa para seu personagem central (quiçá alter-ego) que, numa rede de complicações, até quando se pretende amável, erra o pulo. Com impagáveis vestígios da nouvelle vague espalhados na trama (o melhor são os pensamentos do intelectualoide, vertidos em francês), O crítico é risível, no melhor dos sentidos, e ainda vem calibrado pela presença de Dolores Fonzi (O campo), na pele da adorável e palpável Sofia.






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