Brasília-DF,
18/NOV/2017

Com 6 indicações ao Oscar, Sniper americano estreia nesta semana

A trama de Clint Eastwood conta com Bradley Cooper no elenco

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Ricardo Daehn Publicação:20/02/2015 07:55Atualização:19/02/2015 17:25
Bradley Cooper impressiona como um típico texano que sai do comodismo para ir ao Iraque (Warner/Divulgação)
Bradley Cooper impressiona como um típico texano que sai do comodismo para ir ao Iraque

Muitos traumas se avolumam em Sniper americano: a maioria diz respeito, ao “velhote” Chris Kyle (engajado tardiamente em operações especiais da Marinha), mas lá estão também as mazelas que pertencem a Clint Eastwood.

Arraigados, transparecem ideais do diretor conservador que persegue normas de um bom tiro — “calma, confiança e nada de hesitação”. Ele tem um recado pacifista, amargo, que vem a reboque de um filme de ação que não acata a ingenuidade de invocar ética, em real campo de guerra.

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“Eles (os combatidos árabes) são selvagens!”, crê o protagonista Kyle, a cargo de um impressionante Bradley Cooper, indicado ao Oscar pelo papel. Com quatro investidas nos cercos e circos promovidos em terras iraquianas, Kyle troca o trio imediato de prioridades (“ego, bebida e mulheres”), de um quadrado texano pelo compromisso contra a carnificina da guerra que envolve alguém de codinome Açogueiro.

Aliás, não há como negar a simplificação completa, no filme, entre joio (inimigos) e trigo (ianques). Ponto negativo para Eastwood.

Numa levada à la Guerra ao terror, a cada incursão contra bases da Al-Qaeda, o nível de tensão nunca é desprezível, ao ponto de, literalmente, piorar a pressão alta do protagonista.



O vermelho do sangue de cada vítima do atirador é vivo e o impacto das balas, cortante e preciso. Fora da zona bélica, não resta muita tranquilidade ao homem que, com cuidado fraternal, sempre manteve os colegas seguros. Perito, o fuzileiro naval ostentou recordes como o de matar 160 pessoas e atingir alvos a mais de 1,8km.

Contrastar a figura de mito à de máquina humana programada para matar não é tarefa fácil. Ecoa questão de A conquista da honra (2006). Trocar o afã da família por mesa de bar e a capacidade de assistir a tevê sem imagens entram na cota de teste de sanidade do chamado herói americano que prefere se ver “útil”.

Num debate que posiciona pastores, carneiros e predadores, o diretor se inclina para a representação, de inocência e  do aleatório castigo.

A falta de comprometimento com a guerra das pessoas que insistem na vida simplista está na fita que, magistralmente, reativa peça musical de 50 anos (saída de Ringo não discute… mata), criada pelo mestre Ennio Morricone.

Indicações ao Oscar

Melhor filme
Ator (Bradley Cooper)
Roteiro adaptado
Edição
Mixagem de som
Edição de som

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