Brasília-DF,
26/JUL/2017

Superpai abusa de piadas escatológicas e preconceituosas; veja a crítica

Comédia estrelada por Danton Melo é espécie de "Se beber, não case" à brasileira

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Ricardo Daehn Publicação:27/02/2015 06:16Atualização:26/02/2015 14:17
Festa comemora os 20 anos da formatura da turma liderada pelo protagonista Diogo
 (Universal/Divulga??o)
Festa comemora os 20 anos da formatura da turma liderada pelo protagonista Diogo
Quem ficou traumatizado com a primeira comédia brasileira em 3D, Se puder… dirija!, que tinha mote aparentado de Superpai, pode ficar mais tranquilo com o novo filme de Pedro Amorim. Invadindo até pensionato de freira ou involuntários convidados em reunião de alcoólicos anônimos, os personagens do filme do mesmo diretor de Mato sem cachorro se descolam de piadas conservadoras.

Saiba mais...
Diogo (um carismático Danton Mello) é um pai ausente que também não se prova o melhor dos parceiros para Mariana (Mônica Iozzi). Quem curte pra valer Diogo são os amigos - todos perfilados para uma festa de arromba, com a finalidade de celebrar os 20 anos da formatura. Do mote, extrai-se a matéria-prima à la Se beber, não case! que já tinha rendido o derivado nacional Vai que dá certo (2013), igualmente ancorado por uma adolescência tardia.

Intitulada "ex-piranha" Júlia (Dani Calabresa, sempre divertida) é quem conduz a patota regada ao saudosismo por Vanilla Ice, Jaspion e uma dose de incorreção política, em termos de humor. Descontada certa bobagem escatológica e a desnecessária participação de Rafinha Bastos e Danilo Gentili (em nada aproveitados), Superpai tem méritos.

Tiradas como "Se esposa fosse bom, Deus tinha uma" e "gente velha cai toda hora" (dentro de contexto) estão nas falas que acolhem posicionamentos nada fofinhos como o de que filhos podem estragar vidas e de que felicidade momentânea pode estar com uma amante. Gags físicas completam a graça calibrada pelo personagem de Antonio Tabet. De quebra, Amorim traz à tona marcação lúdica para temas como sequestro e trabalho infantil.

Três perguntas / Danton Mello


Como é fazer humor para um homem tímido, como você?

Ser ator e ser tímido já é difícil. Tenho tentando o humor há algum tempo e tem sido muito gostoso: a cada trabalho, há um aprendizado - eu não sou um humorista. Não sei contar piada, não me acho um cara engraçado. Mas sou um ator muito metódico, muito profissional. Cada vez mais, entendo o ritmo da comédia. Trabalhei com o Alexandre Reineck, que diz que comédia é matemática.

O Selton Mello, teu irmão, chega a interferir no trabalho?

Selton é um grande parceiro, um cara que torce por mim. Tenho uma admiração enorme por ele, que é uma referência. Acho que não há comparação, pois cada um criou sua história. Cada um tem seu tempo. Estou trilhando meu caminho, muito orgulhoso e feliz.

Do que você acha graça? Há humor inviável?

Eu vejo de tudo. Acho que humor não tem limite. A gente pode brincar com tudo. É muito pessoal: há coisas de que só você gosta, e que o outro não.

Confira o trailer de Superpai:

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