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19/OUT/2017

Filme de Tommy Lee Jones traz mulheres à frente de um faroeste incomum

Em Dívida de honra, o ator contracena com Hillary Swank

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Ricardo Daehn Publicação:10/04/2015 06:00Atualização:09/04/2015 15:04
Longa faz boas referências a clássicos do faroeste, como Rastros de ódio
 (California Filmes/Divulgação)
Longa faz boas referências a clássicos do faroeste, como Rastros de ódio
Há quase 25 anos, o diretor Clint Eastwood renovou o faroeste, com iniciativas como a de dar ampla participação para um núcleo de prostitutas na trama. De novo, agora, são as mulheres que chamam a atenção no mais recente longa estrelado e encabeçado por Tommy Lee Jones. Tanto que, ao lado da premiada trilha musical de Marco Beltrami (de Guerra ao terror), em círculos de críticos de cinema, as atrizes faturaram prêmio coletivo de interpretação.

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Adaptado de texto do escritor Glendon Swarthout, criador do derradeiro filme de John Wayne (O último pistoleiro, 1976), Dívida de honra surpreende pelo andamento incomum. Mary Bee Cuddy (Hillary Swank, sempre competente) é determinada, e busca uma "parceria" masculina - com as amplas vantagens de possuir "terras e equipamentos". De troco, pela ousadia nas investidas por pretendentes, fica ciente de ser muito mandona e "sem nada de atrativos". Isso até esbarrar no arruaceiro George Briggs (Tommy Lee Jones), orgulhoso por "não se prender a nada".

Lidando com índios pawnee e com atmosfera algo teatral, a porção cineasta de Lee Jones administra uma longa e perigosa jornada. Rendido a homenagens aos faroestes, ele se esmera em cenas como a da janela, com ares de portal, à la Rastros de ódio.

Exibição em Cannes
No começo, serena demais, a visão de Tommy Lee Jones (que competiu no mais recente Festival de Cannes) se altera, ao beber da fonte de No tempo das diligências (1939): na tela, Briggs e Cuddy levam "uma carga esquisita" na carroça - nada menos do que as personagens de Grace Gummer (Margin call), Miranda Otto e da dinamarquesa Sonja Richter, todas elas com fortes problemas mentais.

"Posse é 90% da lei", afirma um dos coadjuvantes, ao fazer referência degradante sobre a submissão feminina. Jogadas na cama, como objetos, as mulheres, rendidas a amarras, dependem da liga e da boa vontade do casal Briggs e Cuddy (na química divertida de Swank e Lee Jones). "Incomumente" sozinha, Cuddy conquista até mais do que a amável personagem de Meryl Streep, numa participação menor.

Mudas ou esquizofrênicas, as mulheres são tocadas pela bondade inesquecível de Cuddy. Contrabalançado o drama, há espaço até para comédia em Dívida de honra, num momento à la Django Livre.

Confira o trailer de Dívida de honra:

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