Brasília-DF,
25/JUN/2017

Longa Chappie sofre com roteiro pouco equilibrado e personagens infantilizados

Nova ficção científica de Neill Blomkamp estreia esta semana nos cinemas

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Anna Beatriz Lisbôa - Especial para o Correio Publicação:17/04/2015 06:00Atualização:16/04/2015 14:14
Treinado por bandidos, o robô Chappie se torna vilão
 (Divulgação/Sony Pictures)
Treinado por bandidos, o robô Chappie se torna vilão
Quando estreou nos longas-metragens com Distrito 9 (2009), Neill Blomkamp trouxe um ponto de vista diferente à ficção científica. Em vez de imaginar o futuro, ele nos joga em um presente apocalíptico, que reflete o histórico do apartheid e os problemas sociais enfrentados pela África do Sul, sua terra natal. A mesma fórmula inspira Elysium (2013) e Chappie.

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Em 2016, a cidade de Joanesburgo é um caos urbano comandado pela criminalidade. A polícia conta com robôs desenvolvidos por Deon Wilson (Dev Patel) para reduzir os índices de violência. Contraditoriamente, o engenheiro que alimenta a indústria bélica é também um idealista e, a partir de um robô danificado, cria a primeira máquina capaz de pensar e de sentir como um humano. Apesar do intimidador corpo de metal, Chappie é como uma criança e precisa ser ensinado. Vendo o potencial do androide, bandidos o sequestram para transformá-lo em um aliado no crime.

Ainda que a força das narrativas de Blomkamp esteja nos contrastes (as desigualdades sociais estão presentes em seus três filmes), em Chappie o diretor nos oferece um universo binário, com mocinhos e vilões delineados como em uma fábula infantil - embora habitem um ambiente bastante violento. De um lado, a ingenuidade do robô e de seu criador; do outro, a inveja de Vincent Moore (Hugh Jackman), colega de trabalho de Wilson, e a frieza corporativa de Michelle Bradley (Sigourney Weaver).

O sul-africano Sharlto Copley - com quem Blomkamp já havia trabalhado em seus filmes anteriores - dá vida a Chappie. Dividido entre os sentimentos humanos e sua natureza mecânica, o robô se aproxima das criaturas concebidas por Steven Spielberg em A.I.: Inteligência artificial (2001) ou E.T. - O Extraterrestre (1982), as quais conservam a inocência, ainda que deslocadas em seu ambiente. Porém Blomkamp não tem a destreza do diretor norte-americano para evitar que sua história se perca no piegas.

Confira o trailer de Chappie:

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