Brasília-DF,
28/JUL/2017

O dançarino do deserto une música e dança aos conflitos no Oriente Médio

Os dilemas da obra são logo planificados, dos abusos da heroína ao retrato da agitação em meio a controversas eleições presidenciais no Irã de 2009

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Ricardo Daehn Publicação:17/04/2015 06:01
A dança é mostrada como meio de protesto no longa
 (Paris Filmes/Divulga??o)
A dança é mostrada como meio de protesto no longa
Esqueça as drags floridas eternizadas no deserto australiano de Priscilla, a rainha do deserto (1994). A pegada do filme do estreante Richard Raymond é bem outra e envolve complô, liberdade de expressão e do expurgar do mal estabelecido a partir de escolhas políticas que agrupam nações, em caráter hegemônico.

Se 10 anos antes da ação da fita, o jovem protagonista Afshin Ghaffarian (Reece Ritchie) contrabandeava, por diversão, o DVD de Dirty dancing, em tempos de ação incisiva da repressora Basij (fundada no dito Irã revolucionário de Khomeini), o compasso é outro.

Sem a complexidade de Claude Lelouch, que fundou na dança o seu clássico Retratos da vida (1981), Richard Raymond, na modesta produção inglesa empreende uma coreografia mais tensa, em que guardas iranianas soltam um "batam nele (no rebelde), artisticamente". Egresso do centro de artes Saba, Afshin administra mundos paralelos, de moral contrastante à da República Islâmica, insuflado pela inspiração do soviético Rudolf Nureyev.

Com roteiro a cargo de Jon Croker (A mulher de preto 2: O anjo da morte), O dançarino do deserto coloca Reece Ritchie, saído de fitas épicas como Hércules e O príncipe da Pérsia, encabeçando uma trama baseada em fato real.

Os dilemas são algo planificados - dos abusos da heroína ao retrato da agitação, em meio a controversas eleições presidenciais, no Irã de 2009 -, mas o filme não deixa de ser palpitante, pelo clima de desafio orquestrado por universitários (e amadores nas artes) como o pintor Ardavan (feito por Tom Cullen, de Downton Abbey). Num discurso que remete ao recente 118 dias, a nova fita também usa a dança e a beleza estonteante de Freida Pinto (de Quem quer ser um milionário?).

Confira o trailer de O Dançarino do deserto:


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