Brasília-DF,
25/JUN/2017

Estreia nacional: Sangue azul traz roteiro marcado por libertinagem e culpa

O filme de Lírio Ferreira traz o ator Daniel de Oliveira no elenco

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Ricardo Daehn Publicação:05/06/2015 11:26Atualização:05/06/2015 11:30

Valeu a honraria de abrir a mostra Panorama do Festival de Berlim a predisposição à orginalidade da mais recente ficção do cineasta Lírio Ferreira (Árido Movie). Do roteiro, submerso por libertinagem e culpa, brotam pérolas dos personagens, como "Você, pra mim, é problema seu".

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Feito de pequenos grandes momentos, Sangue azul avoluma elementos de rituais populares (de homenagem a Costinha a cultos afros, passando por circo e Lia de Itamaracá) e de mística (não à toa, Ruy Guerra está no elenco), além de vir embalado por erudição (há de balé à precisa trilha
sonora de Pupillo, do Nação Zumbi).

Como destaca no roteiro, Lírio Ferreira despreza certezas plenas e se aventura por lacunas, na trama. Muito do enredo, todo filmado em Fernando de Noronha (com mágica estética do fotógrafo Mauro Pinheiro Jr.), diz respeito à luxúria. Um passado traumático joga o homem bala (Zolá, feito por Daniel de Oliveira) do Circo Netuno numa existência naturalista e impulsiva, em que até personagens têm nome de animais.

Zolah retorna ao seio familiar, para encontrar a mãe (Sandra Corveloni) e a irmã (Caroline Abras). Simbólico, seu destino é carregado de ciúmes e erotismo, e estipula alterações na trupe circense que cerca ele (feita de bons atores e que trazem unidade para uma complexa história).

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