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28/JUL/2017

Jurassic World: O mundo dos dinossauros chega aos cinemas; confira a crítica

Novo filme da franquia já não empolga tanto, apesar de elenco afiado e dos bons efeitos especiais

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Anna Beatriz Lisbôa - Especial para o Correio Publicação:12/06/2015 08:00
Owen luta para dominar os assustadores dinossauros
 (Universal Pictures/Divulgação)
Owen luta para dominar os assustadores dinossauros
Jurassic World: O mundo dos dinossauros nos leva de volta a um dos universos mais nostálgicos concebidos por Steven Spielberg. Desta vez, o parque materializa-se como uma cara e sofisticada peça na engrenagem da indústria do entretenimento - assim como a própria franquia. Quando as portas do local se abrem, nossa memória afetiva é imediatamente ativada pelos acordes da trilha sonora clássica de John Williams.

A empolgação do pequeno Gray (Ty Simpkins), que visita o parque com o irmão mais velho Zach (Nick Robinson), reflete a do público que viu pela primeira vez os animais ganharem vida em Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros (1993). A incursão pelo parque temático, no entanto, mostra que estamos longe do idealismo do doutor John Hammond (interpretado pelo falecido Richard Attenborough, que aqui ressurge ao estilo Walt Disney, com direito a uma estátua no centro do parque).

Os dinossauros são investimentos milionários e, para manter a aura de novidade do parque, os executivos apostam em novas criaturas, híbridos gerados em laboratório.

Os monstros que, no primeiro filme, foram gerados a partir do DNA conservado pelo mosquito na pedra âmbar do doutor Hammond já não impressionam. É preciso algo "maior, mais assustador e mais legal". Daí surge o misterioso e imprevisível Indominus rex, o vilão da aventura.

Quem comanda o show é a executiva Claire (Bryce Dallas Howard), que, com seu asseado vestido branco e salto alto, está muito distante da natureza artificial que gerencia. Quando o monstro escapa do confinamento, ela contará com a ajuda de Owen (Chris Pratt), uma espécie de "encantador de dinossauros", que está mais à vontade lidando com animais selvagens do que com empresários.

Apesar do investimento e das declarações de amor do diretor Colin Trevorrow ao filme original, falta o DNA spielberguiano para fazer com que a história realmente ganhe vida. Spielberg sabe como ninguém trabalhar a tecnologia em função da emoção. Neste novo capítulo, Trevorrow parece mais preocupado em orquestrar o complexo parque de diversões do que em articular seus personagens, que só existem para serem perseguidos por dinossauros.

Apesar do bom elenco, a dinâmica de ação, romance e humor, que envolviam os protagonistas em clássicos dos anos 1980, como Os caçadores da arca perdida (1981), não vinga entre Pratt e Bryce.

Confira o trailer de Jurassic World: O mundo dos dinossauros:


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