Brasília-DF,
18/OUT/2017

A química entre os atores garante uma jornada divertida em Magic Mike XXL

Protagonizado por Channing Tatum, o filme conta com a marca estética de Steven Soderbergh, que assina como produtor

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Anna Beatriz Lisbôa - Especial para o Correio Publicação:31/07/2015 07:30Atualização:30/07/2015 16:32
 (Divulgação/Warner Bros)


Educado na tradição do cinema independente americano, o Steven Soderbergh de hoje em pouco lembra o diretor ousado de Sexo, mentiras e videotape (1989) e de Traffic (2000). Embora, verdade seja dita, Soderbergh sempre tenha flertado com o cinema comercial, assinando entretenimento de qualidade como Onze homens e um segredo (2001). Em Magic Mike (2012), o cineasta voltou a explorar a química de um grupo de bonitões, que desta vez aparecem em trajes mais sumários que os de George Clooney e Brad Pitt no filme anterior.

Apoiado no carisma dos protagonistas e no olhar intimista de Soderbergh, o filme superou em mais de 20 vezes nas bilheterias seu modesto orçamento de US$ 7 milhões. O atrativo de Magic Mike XXL ainda está ligado aos musculosos dançarinos, embora o apelo não seja de todo carnal: o entrosamento genuíno entre os atores — Channing Tatum e Joe Manganiello se destacam — faz com que a jornada para sua última apresentação juntos seja divertida. Além disso, a habilidade dos intérpretes vai além da dança sugestiva: misteriosamente, eles conseguem salvar os personagens dos clichês que rondam o filme.

Embora seja dirigido por Gregory Jacobs (assistente de direção de Soderbergh), a marca estética do cineasta se faz presente nos ambientes noturnos pouco iluminados e na luz morna dos ambientes fechados. O encontro pouco romântico entre o herói Mike (Tatum) e a mocinha Zoe (Amber Heard Depp) acontece na penumbra, revelando apenas a silhueta da bela esposa de Johnny Depp.

A maior falha de Magic Mike XXL não está no divertimento frívolo que proporciona, mas, sim, no tratamento ambíguo da sexualidade feminina: ao mesmo tempo em que é tema central do longa, ela fica relegada a segundo plano diante da masculinidade espalhafatosa dos personagens. Ainda que os personagens reforcem a todo momento o papel de “rainha” da mulher, o lugar do desejo feminino se perde em meio à chuva de notas de um dólar.

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