Brasília-DF,
23/OUT/2017

José Eduardo Belmonte estreia sua comédia O Gorila

O longa tem Otávio Müller, Mariana Ximenes e Alessandra Negrini no elenco

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Ricardo Daehn Publicação:31/07/2015 07:33Atualização:30/07/2015 16:55
 (California Filmes/Divulgação)


Em outra comédia que remete a bicho, depois de Billi Pig, o diretor brasiliense José Eduardo Belmonte emplaca O Gorila. Consagrado por Alemão (2014), o diretor volta ao estilo de cinema de câmara de Meu mundo em perigo (2007).

Um fundo de negação leva Afrânio (interpretado com malícia por Otávio Müller), que se esconde atrás do codinome de Gorila em trotes telefônicos. Uma ousada narrativa impregna O Gorila com as incertezas de identidade e os artifícios percebidos no recente Birdman. Uma ênfase ritualística de nunca se apresentar aos interlocutores deixa o personagem central da adaptação de texto original de Sérgio Sant’Anna em posição de pervertido. A disposição cíclica de um passado nunca resolvido impede Afrânio de ter autoconfiança.

Com pesada sensualidade pouco gráfica, mas oral, o roteiro de Claudia Jouvin embaralha dados já confusos na cabeça de Afrânio. Num clima que funde esperada maldição para o ex-dublador e alguma esperança demarcada pela existência de singelo balão vermelho em cena, Gorila vai esbarrando em beldades como as perversas personagens de Mariana Ximenes e Alessandra Negrini. A inversão de jogo traz o maior dos presentes do filme ambientado às vésperas do Natal. Apesar de algumas contemporâneas brincadeiras com a fé, o diretor demonstra a boa intenção de homenagear o cinema e o amor menos “açucarado”. Tudo recheado por estranhamento, um quê de Frank Capra e seleta trilha sonora, com Debussy, Chopin e Gustav Mahler.

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