Brasília-DF,
18/DEZ/2017

Missão: Impossível - Nação secreta mantém a energia da franquia

No novo longa, Ethan Hurt (Tom Cruise) parece um personagem de um jogo de videogame

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Anna Beatriz Lisbôa - Especial para o Correio Publicação:14/08/2015 06:00Atualização:14/08/2015 13:56
Os exageros fazem com que Nação secreta seja comparado a um videogame (Paramount Pictures/Divulgação)
Os exageros fazem com que Nação secreta seja comparado a um videogame

A cada novo capítulo de Missão: Impossível, Tom Cruise se parece mais e mais com um personagem de videogame — tanto nos métodos extravagantes de combater o mal, quanto em sua invencibilidade. Em Missão: Impossível — Nação secreta, Ethan Hunt ganha inclusive uma “barrade saúde”, como a dos protagonistas de jogos eletrônicos, que marca a porcentagem de oxigênio que lhe resta durante um mergulho quase mortal. Aos 53 anos, o astro corre tanto risco desnecessário na tela que o fato de sair sempre ileso o deixa a um passo de converter­se em um super­-herói.


Hunt se confronta novamente com uma ameaça terrorista global, incorporada na figura de Solomon Lane (o gélido Sean Harris). Incrementa a missão a imprevisível Ilsa Faust (Rebecca Ferguson), uma espiã britânica bela, inteligente e perigosa, além do trio formado por Jeremy Renner, Simon Pegg e Ving Rhames.

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Com as reviravoltas insólitas que caracterizam os filmes da franquia, os aliados facilmente podem transformar­se em vilões e vice­versa. Isso vale tanto para os personagens, quanto para a tecnologia — usada, ao mesmo tempo, para a salvação e para a destruição global. Da mesma maneira, o filme celebra a iniciativa individual (por mais radical que seja, no caso de Hunt), enquanto destila desconfiança em relação à burocracia e aos aparatos de segurança tradicionais do estado.

O roteiro é delineado para manter o mínimo de coerência entre as mudanças de cenário dos personagens, que se deslocam por lugares exóticos do globo. Por mais que a franquia se beneficie da evolução técnica que permite colocar Tom Cruise em situações cada vez mais absurdas, a verdade é que, mesmo com todo o brilho de modernidade, Missão: Impossível reproduz a geopolítica dos anos 1960. A velha polarização do “bem contra o mal” ainda reina e contamos apenas com a proatividade americana, movendo-­se nas sombras, para salvar o dia.

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