Brasília-DF,
24/JUL/2017

Guy Ritchie dirige thriller cômico inspirado em série de tevê

O agente da U.N.C.L.E. traz o charme dos anos 1960 às telonas

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Anna Beatriz Lisbôa - Especial para o Correio Publicação:04/09/2015 06:00Atualização:04/09/2015 12:36
 Elenco de diferentes nacionalidades dá clima cosmopolita ao longa (Warner/Divulgação)
Elenco de diferentes nacionalidades dá clima cosmopolita ao longa
Quatro anos após o desnecessário Sherlock Holmes: O jogo de sombras,  Guy Ritchie nos traz o divertido O agente da U.N.C.L.E., thriller de espionagem inspirado na série de tevê dos anos 1960. Com o novo longa, o diretor britânico demonstra que, embora esteja longe da energia subversiva dos primeiros anos — como em Jogos, trapaças e dois canos fumegantes (1998) e Snatch: porcos e diamantes (2000) —, o entretenimento rápido e descolado continua sendo sua especialidade.
 
A verdade é que o atraente elenco ajuda bastante. O trio principal é formado pelo britânico Henry Cavill, no papel do agente americano Solo; o americano Armie Hammer, interpretando o russo Illya, e a sueca Alicia Vikander, que vive a alemã Gaby. Completam o time multinacional os italianos sedutores Victoria (Elizabeth Debicki, francesa) e Alexander (Luca Calvani), além de participações bem calculadas de Hugh Grant e Jared Harris.
 
Solo e Illya protagonizam uma inusitada aliança entre Estados Unidos e Rússia durante a Guerra Fria, com o objetivo de deter uma organização simpatizante do nazismo, liderada por Victoria, que vem desenvolvendo armas nucleares. 
 
A ação começa atrás da cortina de ferro, na Alemanha Oriental, onde vive Gaby, sobrinha de um cientista que trabalha para Victoria. A missão da equipe é viajar a Roma com identidades falsas e infiltrar-se no círculo dos milionários fascistas.
 
Os constantes embates entre o elegante Solo e o truculento russo interpretado por Hammer são combustível para a trama desenrolar-se de maneira dinâmica e divertida. Já, Alicia Vikander surge com a graça de uma Audrey Hepburn passado o feriado em Roma em A princesa e o plebeu (1953), só que com o figurino mais na linha de Como roubar um milhão de dólares (1966).
 
Visualmente, o filme salta da tela com planos engenhosos e fotografia estilosa, brincando com elementos visuais da época, como a montagem com tela dividida, recurso popular no cinema hollywoodiano dos anos 1960.

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