Brasília-DF,
20/NOV/2017

'Ponte dos espiões', com Tom Hanks e Steven Steven Spielberg, chega ao Brasil

Longa, que se passa nos tribunais da Guerra Fria, já é apontado como um dos favoritos ao Oscar

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Ricardo Daehn Publicação:23/10/2015 07:00Atualização:23/10/2015 12:22

Anêmicos, os dois títulos anteriores do diretor Steven Spielberg, Cavalo de guerra e Lincoln, pelos menos, reforçavam a relevância histórica da filmografia do cineasta de A lista de Schindler. Num retrospecto ainda maior, filmes como Munique (2005) e O resgate do soldado Ryan (1998) sagram a capacidade adulta de o cineasta da fantasia ser capaz de reflexão.
 
Com Ponte dos espiões, ele se mostra assertivo, ao desbaratar meandros da formação da opinião pública americana, apressada e condenatória, na justificável histeria do que foi a Guerra Fria.
 
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Em um roteiro elaborado e maciço é cortesia dos irmãos Ethan e Joel Coen. Nele, se alinhavam dados verídicos que envolveram o justo advogado James Donovan (Tom Hanks, exemplar e dono de possível indicação ao Oscar) e o espião russo Rudolf Abel (Mark Rylance), além das oniscientes forças da CIA e do FBI.
 
Sob uma luz que lembra a de Estrada para perdição, Hanks é designado defensor daquele que muitos queriam ver na cadeira elétrica, Abel. Mas, a persona de Hanks é persistente e norteia o ideal de justiça de contornos cinematográficos.
 
Num intrigante tabuleiro de guerra, em que a moeda de “troca” é de prisioneiros humanos, Spielberg define bem elementos que se imbricam: o heroísmo americano, a ocasional perversão germânica e a rudeza russa. Estereótipos? Sim, mas como não levar em conta interpretações tão orgânicas como a de Mark Rylance e jogos de tensão tão convincente nas telas?


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