Brasília-DF,
18/DEZ/2017

Johnny Depp brilha no filme 'Aliança do crime', de Scott Cooper

O ator desponta como um dos favoritos à indicação ao Oscar

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Ricardo Daehn Publicação:13/11/2015 07:00Atualização:13/11/2015 14:48
 (Claire Folger/Warner)

“Amizade de infância é para sempre”, declara um dos protagonistas do novo filme de Scott Cooper, cineasta com traços distanciados de um dos longas que lhe consagraram, Coração louco. Longe do aspecto meloso em jogo, a amizade expressa em Aliança do crime vem assentada num nítido jogo de interesses. O agente do FBI John Connolly (o australiano Joel Edgerton, de Reino animal) depende das informações do amigo James Whitey Bulger (um impressionante Johnny Depp). Mas, a bem da verdade — e cabe lembrar que o enredo trata de caso real, com roteiro baseado em livro de Dick Lehr e Gerard O´Neill — as promoções de Connoly dependem de que acobertem a rede de crimes que envolve Bulger.


Com óculos escuros, nas cenas que ofuscam as estranhas lentes de contato da composição do personagem, Depp é candidato dado como certo ao Oscar. Em certo ponto, de modo raro, o roteiro pode até ocultar a vida pessoal de Bulger, mas ainda assim, Depp brilha. Imerso em extorsão e contravenções, Bulger é qualificado como “esperto e equilibrado” pelo amigo Connolly, que o emplaca como informante do FBI.

Mas é desde 1975 que se nota a dose psicopata do tipo que deixa a prisão de Alcatraz, para ser venerado no bairro ao sul de Boston em que mora (a chamada região de Southie). Invasivo, meticuloso e violento, numa cena, Bulger diz a que veio: orientando o filho, manda que bata no colega de sala “quando ninguém estiver olhando”.

Sem tiros a esmo, o policial comandado por Scott Cooper é muito envolvente. Fazem parte da trajetória do “detestável criminoso”, como é descrito, coadjuvantes de peso como Benedict Cumberbatch (que vive Billy, o senador irmão de Bulger), Rory Cochrane, capacho do psicopata e Dakota Johnson, que saiu dos 50 tons de cinza para interpretar a esposa do criminoso condenado à prisão perpétua.

Um dos raros ânimos para o criminoso central do filme, para se ter ideia, vem da ajuda prestada para terroristas envolvidos com o Exército Republicano Irlandês. Outra cena que dá a sua dimensão é a da ousada maneira com que toca a ressabiada mulher de John, Marianne (a ótima Julliane Nicholson, de Álbum de família).

Clique aqui e confira as sessões do filme

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