Brasília-DF,
25/JUL/2017

Chico - Artista brasileiro é permeado por números musicais

Longa revisita a carreira de uma das figuras mais importantes da música do país

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Ricardo Daehn Publicação:27/11/2015 07:00Atualização:27/11/2015 09:38
Documentário apresenta imagens raras do compositor carioca (Zeca Guimarães/Divulgação)
Documentário apresenta imagens raras do compositor carioca

Esculpindo a memória — talvez a matéria mais preciosa para o Chico Buarque de hoje —, o diretor de cinema Miguel Faria Jr. constrói um belo painel da vida do eclético artista vocacionado para a renovação. Nostalgia não é o forte do músico entrevistado que, desprendido de vaidade, se presta a abrir uma janela na vida pessoal para êxtase dos maiores fãs.
 
 
 
Em se tratando da mesma vida de quem se expôs na série documental assinada por Roberto de Oliveira, evidentemente, não há efeitos borracha ou reparos a serem feitos, em termos biográficos. Avanços, sim, acontecem: especialmente no episódio do irmão alemão, por anos completo desconhecido de Chico. A magia do audiovisual permite o reencontro com o parente Sergio Günther, também ligado ao showbiz.
 
Permeada por elevada quantidade de números musicais, a fita recicla clássicos do artista carioca, nas vozes distintas de nomes como Péricles e a portuguesa Carminho. Hábil na lida dos longas associados à música (vide bem-sucedidos Vinicius e Stelinha), Miguel Faria Jr. descortina bons momentos do artista, mais descontraído do que de costume. É divertido ver Chico, a distância, comentando músicas censuradas, perrengues no exílio italiano e o desânimo de pequenas plateias a sua frente, como o caso de um grupo de amigos de uma condessa estrangeira.
 
A convivência proveitosa com a elite intelectual também é tema para o Chico que, hoje, se idealiza muito mais escritor. Momentos imperfeitos, de caseira versão para Dueto, ao lado dos netos, concorrem para outra visão do músico que virou referência de uns, por causa de devotas “avós”. Longe de traumas, a solidão também é tema. Outros tempos, outros Chicos. Para deleite, persistem as ricas sequências do passado, no material de arquivo.

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