Brasília-DF,
25/ABR/2017

'Anomalisa' de Charlie Kaufman apresenta animação adulta

Longa é feito com base na técnica quadro-a-quadro e traz roteiro sarcástico

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Ricardo Daehn Publicação:29/01/2016 07:00Atualização:28/01/2016 11:38
Anomalisa, concorrente ao Oscar na categoria Melhor animação ( Paramount Pictures/Divulgação)
Anomalisa, concorrente ao Oscar na categoria Melhor animação

À grosso modo, Anomalisa guarda semelhanças com Amor sem escalas — aquele filme com o solitário George Clooney, perdido no mundo, dentro de um quarto de hotel bastante sem vida. O grande diferencial é que a animação feita com base na técnica quadro-a-quadro é uma provocação adulta com inofensiva estética fofa repleta dos tiques e das sacadas bem sarcásticas do codiretor Charlie Kaufman (roteirista de O brilho eterno de uma mente sem lembranças).
 
 
Em visita à cidade de Cincinnati, Michael quer mais do que sexo fortuito numa viagem de trabalho. Entre uma inesperada candura e doses de descontrole, ele esbarra em Lisa, funcionária de telemarketing sem nada de autoconfiança. Encanto e obsessão por Lisa chegam por inesperado meio: a voz dela, dublada pela ótima Jennifer Jason Leigh (que, em cena, cantarola até Cindy Lauper).
 
Muito explicado, o enredo até é interessante, mas pesa demais a autoindulgência dos personagens. Vale reforçar que não é filme infantil. Aliás, crianças têm mais a fazer do que se interessar por vidas tão anódinas, ainda que reveladoras da sociedade carente de sorriso e de amor, como alerta, o protagonista.
 
Confira as sessões de Anomalisa aqui.  

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