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22/SET/2017

'O quarto de Jack' retrata amor incondicional entre mãe e filho

Personagem de Brie Larson é sequestrada e dá luz em cativeiro no qual fica presa por sete anos

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Ricardo Daehn Publicação:19/02/2016 06:30Atualização:18/02/2016 13:17
Filme pode render o Oscar à atriz Brie Larson (Reprodução Internet)
Filme pode render o Oscar à atriz Brie Larson

Premiada como melhor atriz, pelo Globo de Ouro, Brie Larson demonstra, em cena, uma versatilidade comparável aos talentos de colegas como Melissa Leo e Laura Linney. Não por acaso, todas já foram reconhecidas com indicação ao Independent Spirit Awards, que mede esforços em produções desviadas dos sistemas dos grandes estúdios. É justo o caso de O quarto de Jack, criado a partir de US$ 6 milhões.
 

Melhor aparição da recente e boba comédia Descompensada, Larson brilha, num filme com perceptíveis limitações. Dirigido pelo irlandês Lenny Abrahamson, entre tons de tensão, momentos de descobertas para um personagem de cinco anos e alguma emoção, O quarto de Jackrevela desdobramentos de um caso de sequestro de longa duração.
 
Mãe (assim, indicada pela funcionalidade), há sete anos,viu a vida surrupiada por Velho Nick (Sean Bridgers). Jack, interpretado pelo menino Jacob Trambley (por vezes irritante), nascido no período do cativeiro de Mãe, serve como vínculo único para a descarga de seu amor incondicional. Com limitação imensa, em termos de espaço, e condicionados à adaptação desumana, mãe e filho vivem quase aos moldes de um O show de Truman, nesse novo drama adaptado de livro da própria roteirista do longa, Emma Donnaghue.
 
Escapar do martírio de um dia a dia idêntico passa a ser meta para os personagens, inseridos num filme por demais episódico e condensado numa montagem preguiçosa. Também não contribui a narrativa, em primeira pessoa, com a criança de voz chorosa, que lembra o monocórdio de Indomável sonhadora. Opções como pouco explorar a relação dos ex-prisioneiros com a imprensa favorecem uma planificação que dialoga com o pouco lapidado drama interno da mãe.
 
Os pais da protagonista ganham muito, na pele dos experientes Joan Allen e William H. Macy, ambos bem comoventes. Conhecido, entre cinéfilos, pelo relato de um excêntrico músico (vivido por Michael Fassbender, em Frank), na reta final do longa O quarto de Jack, o diretor Lenny Abrahamson acerta o passo e oferta singela e redentora derradeira cena.

Confira as sessões para O quarto de Jack aqui

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