Brasília-DF,
22/AGO/2017

'Um homem entre gigantes' traz dura realidade da NFL para o cinema

Com a corrupção no esporte como pano de fundo, filme trata de temas como ética,suicídio e o famoso american way of life

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Ricardo Daehn Publicação:04/03/2016 06:30Atualização:03/03/2016 17:02
No elenco do filme estão os atores  Will Smith, Alec Baldwin e Arliss Howard (Reprodução/Internet)
No elenco do filme estão os atores Will Smith, Alec Baldwin e Arliss Howard

Desde o princípio, o enredo do novo longa de Peter Landesman, sempre com pendor investigativo (em filmes como JFK — A história não contada e O mensageiro) sublinha uma conclusão para a enraizada indústria do futebol americano: as vitórias em campo têm um preço. A sucessão de violentos choques geram esportistas “autodestrutivos” e desequilibrados, pela falta de amortecimento físico dos golpes.
 
 
O doutor Bennet Omalu (Will Smith) — personagem extraído da vida real, ainda que didático demais — está em cena justo em Pittsburgh (epicentro de muitas disputas pela Liga Nacional de Futebol Americano, a NFL), quando coleciona autópsias realizadas em ex-jogadores. Mortos, eles ganham status e respeito de “pacientes”.
 
Mesmo acusado de “vaginilizar o futebol” e de “efeminar o país”, depois que descobre padrões nas mortes, ele busca responsabilizar entidades fortes como a NFL. Em esquema de devoção ao esporte, homens que esbanjaram até indignos sacrifícios em prol do jogo desfilam em cena, entre os quais Dave Duerson, Justin Strzelczyk e Andre Waters. Esquemas abusivos e manipulações de dados caem no colo de Omalu.
 
Com sobrenome de justiceiro, o nigeriano Bennet Omalu dá margem à substancial composição de Will Smith, vetado na corrida pelo Oscar. Caridoso e virginal, o pesquisador da “ciência da morte” desbarata tramoias corporativas, aos moldes daquelas ligadas ao tabagismo.
Impressiona, no filme, a interpretação de David Morse, como o decadente astro Mike Webster, que acolheu estimados 70 mil golpes na cabeça, ao longo da carreira. Menos impactante do que em À procura da felicidade, Smith, porém, é a alma de um filme correto e nada espetaculoso, mesmo tratando de suicídio, fanatismo e do jeito americano de viver.

Confira as sessões para Um homem entre gigantes aqui

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