Brasília-DF,
11/DEZ/2017

'Amores urbanos' retrata a frieza da atual juventude mimada

A diretora Vera Egito exibe seu primeiro longa da carreira em parceria com o produtor Heitor Dhalia

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Ricardo Daehn Publicação:20/05/2016 06:30Atualização:19/05/2016 18:29

 

 ( Gianfranco Briceño/Divulgação)


No 7º festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, o primeiro longa assinado por Vera Egito, Amores urbanos faturou uma menção honrosa. Mereceria, entre futuras premiações, sem a menor sombra de dúvida, distinções para a direção de fotografia a cargo de Camila Cornelsen, que bem encerra, com depurada beleza, o fundamento do longa, redimido pela graça visual, diante de exagerada inanição dramatúrgica dos tipos em cena.


Com muita gíria, amostragem de sexualidade e precariedade cênica, os personagens se aglomeram numa pouco acolhedora São Paulo. Julia (Maria Laura Nogueira) quer crescer na carreira de moda, mas não dispõe de talento. Também queria amor, mas tem pouco. A menina conta mesmo é com os amigos Diego (Thiago Pethit) e Mica (Renata Gaspar, atriz talentosa).

 

 


Os dilemas dos personagens, ainda que incitem clímax, são desenvolvidos, estranhamente, com neutralidade e isenção. A assepsia emocional de uma juventude na defensiva e algo mimada parece ser o foco de Vera Egito que, no longa, contou com produção de Heitor Dhalia (parceiro regular, em filmes como O cheiro do ralo e Serra Pelada).

 

Para conferir as sessões de Amores urbanos, clique aqui

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