Brasília-DF,
11/DEZ/2017

'O outro lado do paraíso' mostra a ditadura na visão de uma criança

Eduardo Moscovis faz parte elenco do longa metragem, que fala sobre política e relação pai e filho. O filme é baseado em um conto de Luiz Fernando Emediato

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Ricardo Daehn Publicação:03/06/2016 06:14Atualização:02/06/2016 17:24
O otimismo dos anos 1960 é refletido no filme, premiado no Festival de Gramado (EdisonVara/Pressphoto)
O otimismo dos anos 1960 é refletido no filme, premiado no Festival de Gramado


Sem fome, tristeza e escuridão, o Brasil podia melhorar, apregoava a lúcida mente do pai de Nando (o surpreendente Davi Galdeano), na conjuntura dos anos 1960 que abrigava uma pátria dividida. Antes mesmo da fuga do presidente João Goulart, o inconformismo se espalhava no cotidiano das personagens do longa assinado por André Ristum.
Premiado pelo júri popular do Festival de Gramado, O outro lado do paraíso traz um roteiro coeso, no qual situações brotam sem esforço.


Referências à Bíblia, o sublinhar de uma força direitista e um foco narrativo que demonstra estarem “todos ficando loucos” se encarregam de injetar atualidade na trama. Aguerrida, parte do povo brasileiro está representada na casa de Antônio (um bem escalado Eduardo Moscovis), trabalhador desembestado pela partilha das riquezas.

Uma jornada que posiciona Brasília em digno patamar de terra de transformações traz satisfação ao espectador, na iluminada noção do personagem Antônio, pouco a pouco, ciente dos planos governamentais abandonados. Além da dignificante, e emocionante, estrada do menino para Nando, o longa tem ressaltados bons aspectos de produção e contexto.

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