Brasília-DF,
30/ABR/2017

Ney Matogrosso é uma das personalidades do longa metragem 'Ralé'

Para conferir Ralé é preciso deixar a mente aberta

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Ricardo Daehn Publicação:03/06/2016 06:19Atualização:02/06/2016 17:22
 (Reprodução/Internet)

Quase 50 anos se passaram, desde a intervenção da personagem Sônia Silk, representada por Helena Ignez, na construção do imaginário cinematográfico brasileiro. O filme era Copacabana mon amour que, por instantes, se vê calibrando o longa atual, Ralé, de Ignez.


Para conferir Ralé é preciso deixar a mente aberta. O percurso de vários marginalizados retratados no filme dialoga com a estreia de Sérgio Bianchi na telona, em Maldita coincidência (1979). Tudo parece desconexo, mas serve ao público de “pessoas inoxidáveis” e, como descreveu o dramaturgo Bertolt Brecht (citado na fita), a quem “joga e brinca com reflexão”. Grosso modo, vários artistas se reúnem num meio rural, compactuando com a veia de guru de Barão (Ney Matogrosso).

Sob bela direção de fotografia de Toni Nogueira e Tiago Pastoreli, a diretora conduz uma fita feita de pequenos gestos e de grandes provocações. Helena Ignez luta por linguagem que reclama felicidade, em cadência pacifista. Os temas explorados por personas do quilate de José Celso Martinez Corrêa e Mário Bortolotto vão do exibicionismo à consolação na velhice, passando por feminismo e pelo poder de criação que quebra as amarras de “replay dos anos 1960, 1970”. Ritualístico e convulsivo, um cinema que renega a palavra fim, expressão queimada, em cena, a todo instante.

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