Brasília-DF,
30/ABR/2017

Atmosfera noir toma conta de do terror nacional 'O caseiro'

Filme se mostra digno com roteiro rápido e original e boas atuações

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Ricardo Daehn Publicação:24/06/2016 06:32
 (Europa Filmes/Divulgação.)


Suspeitas da ação de uma entidade, amuleto sujo de terra e incêndios podem ser elementos corriqueiros em filmes de terror. Mas o quadro se transforma, sendo o longa assinado por Julio Santi.
 
Estrelado por Bruno Garcia (também coprodutor do filme), O caseiro não apela para a violência chinfrim e trata com sobriedade da jornada de Davi, professor e autor do fictício best seller Psicologia de sobrenatural. Mesmo não se apresentando como caça-fantasmas, ele vai esmiuçar acontecimentos relacionados à morte da mãe de Renata (Malu Rodrigues) e Julia (a ótima intérprete mirim Bianca Batista).
 
 
Ágil, o roteiro de O caseiro faz boa dobradinha com a direção de fotografia escurecida, e trabalhada com rigor pelo alemão Ulrich Burtin (o mesmo de Lisbela e o prisioneiro).
 
Outros pontos altos estão na interpretação de tipos tarimbados como Leopoldo Pacheco (o pai amargurado) e Denise Weinberg (a tia Nora, na trama) e na trilha de Tomaz Vital.
 
Leves clichês passam sem maiores traumas. Comprometem apenas deslizes menores, como a excessiva dispersão de um grupamento robusto de personagens e o empilhado de bonecas de pano jogadas, em cenas, para todos os lados.
 
Para conferir as sessões de O caseiroclique aqui.

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