Brasília-DF,
26/ABR/2017

'A academia das musas' discute o papel feminino

Filme transcorre nos bastidores de um seminário, em Barcelona, e se enamora da crueza do manejo do video

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Ricardo Daehn Publicação:24/06/2016 06:40


Existe todo um cinema independente, de traçado muito autoral e de absurdo desapego ao status quo, naquilo que o diretor espanhol José Luis Guerín entende por arte. Ele já bebeu de aura radical, junto com o cineasta lituano Jonas Mekas, e tem obras reconhecidas em campos como os das instalações — As mulheres que não conhecemos chegou à Bienal de Veneza.
 
Experimental, A academia das musas transcorre nos bastidores de um seminário, em Barcelona, e se enamora da crueza do manejo de imagens em vídeo. Em cena, um professor de filologia sacramenta indiretamente a investigação do cineasta Guerín em torno do papel das musas.
 
 
 
Mas o discurso é embotado e desgasta, enquanto mantido no círculo dos bancos universitários. Isso, mesmo havendo fervor intelectivo nas análises defendidas por experientes alunas que superaram todo e qualquer atraso de oco discurso feminista. Fundamentadas, encabeçam um debate tão desafiante quanto elevado e que engloba a escrita de Dante Alighieri, no século 14, especialmente com A divina comédia. O intrigante é a alta sabedoria desfilada, mas que chega a ser maçante para os não iniciados.
 
Noutra dimensão, o filme se alarga, quando o diretor vai, literalmente, a campo para analisar elaborações poéticas no meio rural. A troca de tom, porém, é muito lenta — num processo tão demorado quanto aos das crises domésticas de ciúmes enfrentadas pelo professor, ao se impressionar em demasia com as alunas.
 
Para conferir as sessões de A academia das musasclique aqui.  

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