Brasília-DF,
20/NOV/2017

Julie Delpy volta a falar sobre interferência de familiares em novo filme

A atriz e cineasta dirige e estrela o filme 'Lolo, o filho da minha namorada' ao lado de Vincent Lacoste e Dany Boon

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Publicação:26/08/2016 06:07Atualização:25/08/2016 16:53
Reunião familiar nada amigável na casa de Violette
 (AgenciaFebre/Divulgação)
Reunião familiar nada amigável na casa de Violette
 
Depois de demonstrar a interferência de familiares na relação de personagens dos longas 2 dias em Paris (2007) e 2 dias em Nova York (2012), a atriz e cineasta Julie Delpy enfatiza o tema no novo Lolo, o filho da minha namorada, em que divide cenas com os atores Vincent Lacoste e Dany Boon.
  
Na base dos contrastes, o enredo expõe percalços para que o pretendente de Violette —  exímia profissional do mundo da moda —  sinta segurança no recém-emplacado caso amoroso, contra a barreira imposta pelo mimado filho de Violette, Lolo. Sem atrativos mais visíveis, além da bondade diária, Jean-René (Dany Boon, de A Riviera não é aqui) sofre nas mãos do rapaz, principalmente pela simplicidade que carrega.
 
 
 
Com a divertida parceria em cena com Karin Viard, que vive uma desbocada amiga Ariane, Delpy critica incongruências da atual sociedade, com pessoas aplicadas exageradamente tanto na vida profissional quanto na proteção dos filhos. Na crítica ácida, a diretora se perde com um desfecho muito aquém do rápido humor que emplaca nos diálogos. Karl Lagerfeld, o ícone da moda mundial, participa do filme, em ponta de desdobramentos hilários.
 
Veja as sessões de Lolo, o filho da minha namorada.
 
Três perguntas: Vincent Lacoste

Como vê o envolvimento do seu personagem com as artes? Pesa a ironia?
O Lolo é um escroque superficial: um filhinho de papai e que não faz nada na vida. É um mundano que tem leve paixão pela pintura e que se beneficia do status de artista muito mais do que pensa no conceito das obras artísticas.

Como Julie Delpy se sai no set, onipresente como atriz e diretora?
Para ela, é bastante natural porque sempre fez isso. Isso faz parte da natureza dela. Ela se divide e se entrega integralmente às duas funções; como se fosse duas pessoas. Mesmo exigida, ela é muito engraçada. Os filmes dela parecem bastante com Delpy. Ela é muito ansiosa, alegre e muito falante.

Quais os problemas dos jovens franceses de hoje?
O problema é termos cada vez menos trabalho, os estudos ficam cada vez mais longos, estendidos e servem, em termos práticos, cada vez menos. Vemos jovens extremamente preparados que não encontram trabalho.

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