Brasília-DF,
11/DEZ/2017

'Animais fantásticos e onde habitam' traz sensação de nostalgia e novidade

Longa que apresenta o mundo dos bruxos antes de Harry Potter demora a engrenar, mas agrada no final

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Alexandre de Paula- Especial para o Correio Publicação:18/11/2016 06:37Atualização:17/11/2016 18:09
O filme traz a história de um livro adotado em Hogwarts (Internet/Reprodução)
O filme traz a história de um livro adotado em Hogwarts
Apresentar o mundo mágico de onde nasceu Harry Potter anos antes de que ele existisse foi sacada ousada e honesta para criar uma franquia baseada no universo do bruxinho. Mesmo sem a presença dos personagens que marcaram a vida de muitos fãs, Animais fantásticos e onde habitam consegue trazer aquela sensação de nostalgia sem perder a força de algo novo.
 
Talvez por isso ambientar o longa em outras regiões tenha sido uma escolha tão acertada. O filme se passa nos Estados Unidos e essa escolha garante certo distanciamento da Londres de Harry, Hermione e Rony. O país tem regras diferentes e é responsável por parte da sensação de ver algo inédito, coisa nem sempre alcançada em spin-offs.
 
Confira as sessões do filme em 2D e 3D
 
O protagonista Newt Scamander, um estudioso das criaturas fantásticas, desembarca em Nova York. A missão dele em terras americanas é libertar um de seus estranhos animais no deserto do Arizona, mas isso fica para trás quando alguns dos bichos (presos na mala) fogem e ele precisa tentar capturá-los de novo.
 
Interpretado por Eddie Redmayne, o desajeitado Newt Scamander (que tem um livro didático adotado por Hogwarts anos depois) acaba se envolvendo em uma trama muito mais complexa e sombria, que envolve o temido e megalomaníaco bruxo Grindelwald (Johnny Depp). E aí que o filme começa a ganhar vida e vigor.
 
 
Antes, parece haver um exagero na tentativa de mostrar o quão destrambelhado Scamander pode ser. Tudo bem, é necessário apresentar bem o protagonista, mas há certo exagero e o filme passa tempo demais como uma comédia dos erros do estudioso.
 
É só quando as coisas se tornam mais problemáticas e o tom de galhofa precisa ser deixado de lado que o longa engrena e prende o espectador. A impressão que dá é que a primeira meia hora dura muito mais do que todo o resto. Mas, vá lá, é o início de uma franquia, dá para aceitar que as coisas se arrastem um tanto.
 
Ao contrário de muitos filmes que iniciam uma franquia, Animais fantásticos e onde habitam opta por uma estrutura fechada, com início, meio e fim. Há, no entanto, referências de personagens do universo e indícios de que, de fato, tudo aquilo terá continuação.
 
Muito contestado pelas acusações de agressão à ex-mulher, o ator Johnny Depp dura pouco na tela (segundos, provavelmente). De modo que fica difícil qualquer conclusão sobre a atuação dele. Mesmo que tenha sido escalado antes, de fato soa estranha a escolha de Depp em um filme que toca, mesmo que de leve, em questões de representatividade e de intolerância.

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