Brasília-DF,
26/ABR/2017

'A chegada' traz mistério em invasão alienígena

Amy Adams, interpretando a doutora Louise, é uma forte concorrente ao Oscar

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Ricardo Daehn Publicação:25/11/2016 06:45Atualização:24/11/2016 17:29

Amy Adams se destaca em filme que trata, entre outros, do empoderamento feminino (Reprodução/Internet)
Amy Adams se destaca em filme que trata, entre outros, do empoderamento feminino
 

Numa conjuntura pulsante, o último Festival de Veneza, vencido pelo filipino Lav Días, registrou obras de Wim Wenders, Pablo Larraín, François Ozon e Terrence Malick. Entre todos, e muito alinhado à linguagem de Malick, esteve o cinema canadense defendido por Denis Villeneuve, com A chegada. Para visualizar o potencial de Villeneuve, basta imaginar um A.I.: Inteligência artificial, de Steven Spielberg, anabolizado. Tipo levando uma tarja de filme de ficção científica indicado “somente para gente grande”.

 

Confira as sessões de A chegada

 

Com a destreza de M. Night Shyamalan (O sexto sentido), Villeneuve — indicado ao Oscar por Incêndios e ótimo em Sicário: Terra de ninguém — ostenta um contato imediato com o público que, em A chegada, descodifica junto com o observador/ narrador (no caso, a percepção da doutora Louise, a protagonista) uma invasão alienígena.

 

Sem o cientificismo complicador visto em Interestelar, A chegada fala de enfrentamento de forças em ambiente incontrolável, a passos da histeria coletiva, vencidas por singelo amor. Adulteradas, grandezas de tempo e a força pacifista advinda com a cultura dão sustância ao longa.

 

 

 

Com o empoderamento total da comunicação em contraponto à física ofuscada, sustentada pelo personagem de Jeremy Renner, o poder feminino prevalece na fita, com a figura à la Ripley, criada por Amy Adams, com brilho à altura do visto em O mestre. Doze ocupantes das naves invasoras desafiam a inteligência dos humanos, num jogo que será resolvido no contraste entre coletividade — há nações dispostas à guerra — e individualidade, encerrada na figura da doutora Louise. Vulnerável, diplomática e corajosa, Amy Adams já pode contar com uma indicação ao Oscar, muito visível e a caminho.

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