Brasília-DF,
26/ABR/2017

Longa 'Viva' traz retrato forte e comovente de Cuba

Entre os nove candidatos que disputaram cinco vagas para o Oscar melhor filme estrangeiro, 'Viva' bateu na trave, às vésperas da última cerimônia da Academia

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Ricardo Daehn Publicação:02/12/2016 06:45Atualização:01/12/2016 19:09
'Viva' mostra a relação familiar sem ser piegas (Reprodução/Internet)
'Viva' mostra a relação familiar sem ser piegas
Filmado em Havana (Cuba), é um longa que trata de libertação, mais do que de sistema político, da quebra do “sem viver, lutando pela vida” impresso na poesia do cubano Reinaldo Arenas.
 
Veja as sessões de Viva.

O protagonista Jesús (Héctor Medina) quer a intensidade de assumir o palco, tendo flertado com o sucesso ocasional das drag queens que acompanha de perto, em boate cubana. Pode haver previsibilidade no roteiro do irlandês Paddy Breathnach (o filme é uma coprodução), mas sem ser piegas ele fala de entendimento familiar.
 

 
Curiosamente, se Viva perdeu vaga (e Oscar) para o denso húngaro O filho de Saul (de dores, no Holocausto), reencontro e despedida paterna nutrem a fita cubana.

Na trama, a princípio cômica, Angel (Jorge Perugorría) retorna à desestruturada família na qual Jesús se sente mais amparado por Mama (Luis Alberto García, primoroso).

Coroando tudo, uma ótima letra povoa o êxito de palco noturno, El amor (“o amor é uma gota de paz”, reforça a letra). Forte e preciso, o cinema de Paddy Breathnach comove.

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