Brasília-DF,
26/JUN/2017

Clint Eastwood decepciona em Sully - O herói do Rio Hudson

O filme, que é baseado em fatos reais, é limitado em camadas dramáticas e só conquista com abordagem sobre a crise do personagem de Tom Hanks

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Ricardo Daehn Publicação:16/12/2016 06:54Atualização:15/12/2016 17:18
Tom Hanks dirigido por Clint Eastwood: decepção no longa Sully (Reprodução/Internet)
Tom Hanks dirigido por Clint Eastwood: decepção no longa Sully

Num trocadilho de cinema, o mesmo Tom Hanks que, em Apollo 13, alarmou a clássica “Houston, temos um problema”, neste Sully: o herói do Rio Hudson bem que poderia soltar um: “Hudson (o rio) será a solução”. Só que ele não tem tempo para brincadeiras —  o filme é a adaptação de história verídica de 2009 em que o piloto não pôde pestanejar e improvisou o pouso de um avião com 150 passageiros e cinco tripulantes no rio Hudson.
 
Em toda a carreira, o diretor Clint Eastwood sempre deu chão para personagens reais, mas todos com muita atitude, casos de J. Edgar, Menina de ouro, Invictus e Sniper americano
 
Encurralado, depois de um primeiro momento de celebração como milagreiro e herói, o comandante Chesley Sullenberger (Hanks) demora a ter atitude, ao tempo em que passa por escrutínio da opinião pública. 
 
 
 
No voo desastroso, ele perde contato com o radar de comunicação, aciona uma unidade auxiliar de voo e se norteia pelo cálculo impreciso à base do olhômetro.
 
Veja as sessões de Sully: o herói do Rio Hudson.
 
Limitado, em termos de camadas dramáticas, o filme ganha apelo, quando, desviando do espetaculoso incidente, o diretor aborda a crise de Sully, tanto psicológica quanto no terreno da família. Ainda assim, o circo midiático e a reprodução da sindicância em torno do caso parecem anêmicas. 

 

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