Brasília-DF,
29/MAI/2017

Paulo Gustavo estreia com 'Minha mãe é uma peça 2'

Com forte pegada televisa, segundo filme da franquia é salvo apenas pelo talento do ator

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Ricardo Daehn Publicação:23/12/2016 06:36Atualização:23/12/2016 15:04
A atuação de Paulo Gustavo (c) vale o ingresso de 'Minha mãe é uma peça 2' (DownTown filmes/Divulgacao)
A atuação de Paulo Gustavo (c) vale o ingresso de 'Minha mãe é uma peça 2'

Em plena academia, em vez de buscar uma atividade física adequada, a desbocada Dona Hermínia (vivida pelo luminoso Paulo Gustavo) se exercita no que tem de mais espontâneo: a cada segundo, dispara impropérios difíceis de ser imitados. Sem fôlego para qualquer série, Hermínia tem medo de descolar o fêmur; se visualiza, de antemão, na CTI e identifica ioga como algo a ser praticado por moluscos.
 
Mal aproveitada no roteiro de Fil Braz e Paulo Gustavo, a situação profissional de Hermínia parece ir de vento em popa: apresentadora de show, a protagonista não vê o foco da trama deslocado — repete, na verdade, as confusões familiares que a consagraram na telona, há mais de três anos.
 
Ainda que o filme não se valha de linguagem cinematográfica, não há como negar insights visuais muito divertidos e discretos: com a saúde frágil, por exemplo, Hermínia vê os bobies grafados no exame de raio-X! Ralhando com Deus e o mundo, a protagonista não dispensa o bordão: “Queria dar na tua cara”, um passaporte carimbado para muito riso.
 
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O apego com os filhos Juliano (Rodrigo Pandolfo) e Marcelina (Mariana Xavier) segue, como na primeira fita, sendo chamariz na trama. Enquanto surta com a alegada bissexualidade do filho, ao lado das irmãs (Alexandra Richter e Patricya Travassos), Dona Hermínia curte a ressaca do novo sonho da filha gordinha que quer ser atriz.
 
Revoltada com a possível debandada dos filhos, a personagem-título não deixa barato: dispara coisas do tipo “queijão normal de gorda é light”, e além disso desconfia da capacidade de um teste de sofá da filha (“Marcelina quebra é o sofá e ainda dá prejuízo”). Com o talento de Paulo Gustavo, nem parece ofensa.
 
 

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