Brasília-DF,
24/FEV/2017

'Estados unidos pelo amor' aborda opressões sociais

O longa de Andrezej Wajda venceu o Prêmio José Carlos Avellar no 5º Festival Internacional de Cinema de Brasília

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Ricardo Daehn Publicação:30/12/2016 06:45Atualização:05/01/2017 16:04
Vidas solitárias dão a tônica do mais recente longa do polonês Tomasz Wasilewski (Reproducao da Internet)
Vidas solitárias dão a tônica do mais recente longa do polonês Tomasz Wasilewski

No ano em que as artes sofreram duras perdas, o cinema não ficou para trás, com a morte do maior diretor polonês, Andrezej Wajda (de fitas como Danton – O processo da revolução), falecido em outubro. Passado o saudosismo de ótimo cinema, ficou aberto caminho para descobertas na terra de Wajda, com postos, aos poucos, ocupados por figuras em ascensão, como o ainda jovem Tomasz Wasilewski, no terceiro longa, à frente de Estados unidos pelo amor, título dono de inegável apelo cínico.
 
Vencedor do Prêmio José Carlos Avellar, atribuído pelo 5º Festival Internacional de Cinema de Brasília, o longa mostra uma sociedade polonesa que patina pela abertura conquistada nos anos de 1990. Na mesma linha com a qual apresentou personagens em transformações (caso da estreia, com W sypialni – sobre uma mãe de família em fuga – e ainda em Arranha-céus flutuantes, no qual um homem se dá contade sua homossexualidade), Wasilewski, com Estados unidos, contempla um senso de opressão, presente numa sociedade cristã castigada por invasões.
 
 
 
O drama é pesado e joga luz sobre o destino de um quarteto feminino; todas com relações amorosas pendentes. Com belíssimo registro de fotografia ocre e muito fatalismo, dois dados vinculados à anemia do comunismo (esmagado por vindouro consumismo), o diretor se aproveita da vida de mulheres que vivem de migalhas, como no caso de Iza (a ótima Magdalena Cielecka), uma descompensada amante de eterno, e casado, pretendente.
 
Veja os horários em que este filme está passando. 
 
Vencedor de cinco prêmios importantes na Polônia, o longa rendeu voo maior para o diretor, que teve o roteiro premiado no Festival de Berlim e disputou com longas como Toni Erdmann (o celebrado longa da alemã Maren Ade) e O quarto de Jack, o European Film Award, na categoria reservada também a melhor roteiro.

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