Brasília-DF,
23/JUL/2017

'Manchester à beira-mar' se destaca por expressar o que não é dito

Casey Affleck venceu o Globo de Ouro de melhor ator pelo longa

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Ricardo Daehn Publicação:20/01/2017 06:01Atualização:19/01/2017 18:57
Lee aprende aos poucos a ser tutor do sobrinho adolescente (Sony Pictures/Divulgação)
Lee aprende aos poucos a ser tutor do sobrinho adolescente

A cidade natal do personagem Lee (do ganhador do Globo de Ouro Casey Affleck) dá título ao drama conduzido por Kenneth Lonergan e desvela, com a narrativa já bastante andada, muito da difícil personalidade do zelador que preza a distância da família. Manchester à beira-mar é daqueles filmes que exprimem demais na faixa das elipses e do que não é dito.


 
Dotado de um senso prático, Lee parece esquivo em relação a responsabilidades: “Eu só ajudo”, pondera, a dado momento.  Com a inevitável morte do irmão por insuficiência cardíaca congestiva, Lee passa à involuntária posição de tutor do sobrinho Patrick (Lucas Hedges).

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Numa montagem que privilegia choros engasgados (de personagens e público), Manchester acerta em apostar no comedimento.
 
Pouco a pouco, algo em Lee é sarado. São discretas e hilárias as cenas em que ele reassume certo poder de decisão. Apegado a fotografias e tenso, o personagem é um prato cheio para o entendimento de Casey do personagem: discreto, ele não desaba no enterro do irmão, mas guarda uma revolta.
 
Humano, com olhar que não simplifica questões, o diretor Kenneth Lonergan oferta drama marcante, em que o rude e devastado Lee carrega uma cruz pesadíssima. Um réquiem, poucas vezes operístico, e valorizado pela presença de Michelle Williams, na pele da amargurada Randi.


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