Brasília-DF,
22/AGO/2017

Indicado ao Oscar, 'Estrelas além do tempo' traz a luta das mulheres

O longa mostra as dificuldades enfrentadas pelas mulheres contra o preconceito durante a Guerra Fria

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Ricardo Daehn Publicação:03/02/2017 06:02Atualização:02/02/2017 14:31
O reconhecimento de homens demora a vir para mulheres (Fox/Divulgação)
O reconhecimento de homens demora a vir para mulheres

 
Há oito anos, a atriz Taraji P. Henson monopolizou atenções por personificar a maternidade em O curioso caso de Benjamin Button e foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. Com um papel muito mais importante emEstrelas além do tempo —  nada menos do que a razão de ser do engajado longa dirigido por Theodore Melfi, Taraji ficou de fora da lista das atrizes deste ano. Tremenda injustiça que logo ela não tenha passado na seleção que veio a destacar a colega de elenco, a coadjuvante Octavia Spencer, premiada antes por Histórias cruzadas.
Numa época de temor relacionado a espiões russos, os americanos da trama consolidam a estrutura de uma Nasa “rápida com foguetes, mas lenta na promoção de funcionários”. 
 
 
É nesse meio que habita o preconceito sessentista que ainda hoje ecoa, no Centro de Pesquisas de Langley, em que convivem a brilhante e, a princípio, humilde Katherine Johnson (Taraji P. Henson), a sabichona Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e a batalhadora Mary Jackson (Janelle Monáe). Todas negras e nada menos do que geniais no filme inspirado na realidade. Por sorte, viver “o impossível” é meta para o chefe de Mary, um polaco igualmente discriminado que não quer ver a capacitada parceira cabisbaixa. Era época da ruptura das divisões sociais: período do ruir das instalações chiques em contraste com as primitivas áreas reservadas a negros.
 
 
 
Com humor, sensibilidade e leve tonalidade panfletária, Estrelas além do tempo é o filme pra cima, indispensável para a atualidade. Citando o pioneirismo reservado a juízes que condenaram racismo, o longa parece até abrir debate com a realidade do Brasil, mas num paralelo com o campo da política.
Placas contra segregação são derrubadas em cena, no filme que prega o progresso e coloca o bom-mocismo de Kevin Costner como representante de uma América tolerante e justa. Com destreza, Costner dá vida ao chefe de Katherine, Al Harrison.

 

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