Brasília-DF,
22/AGO/2017

'Logan' equilibra emoção e ação na dose certa

Após 17 anos, Hugh Jackman se despede de Wolverine

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Ricardo Daehn Publicação:03/03/2017 06:00Atualização:02/03/2017 18:02
Química entre Hugh Jackman e  Dafne Keen rende boas cenas em 'Logan' (Reprodução/Internet)
Química entre Hugh Jackman e Dafne Keen rende boas cenas em 'Logan'
Nos quesitos coreografias de luta sufocantes, massacre generalizado e visual arrojado, Logan está na mais alta conta, ainda mais quando se pensa em filmes extraídos do universo Marvel. Depois de sistemáticas ameaças de se revelar um lado sombrio, que desse conta da personalidade do invocado tipo de garras afiadas e certeiras, vinha sempre uma carga de decepção para os fãs.
 
Página virada, portanto, já que Logan não se encabula de expôr sangue e de carregar na violência. Para engrossar o caldo do filme bem conduzido por James Mangold (Wolverine: imortal), um detalhe instigante e atual: muito da ação se passa entre as fronteiras norte-americanas e mexicanas.
 
Confira as sessões do filme em 2D 3D
 
Parceiro das bebidas, bastante solitário, trêmulo e na companhia do albino Caliban (Stephen Merchant) —  responsável por dobrar as cuecas de Wolverine e de preparar papinha para um caquético Professor Xavier (Patrick Stewart) —, Logan (Hugh Jackman) já não mostra muito apreço pela vida. Motorista por rotas em El Paso (Texas), Logan tem sobrevida no ano de 2029. O herói, vindo da gélida região do Hemisfério Norte, involuntariamente, tem que retomar atividades radicais, por causa de desdobramentos do despontar de novas espécies que resultam na aparição de novos mutantes na Terra.
 
Em clima de despedida, Hugh Jackman rende muito na telona, numa performance em que não deixa nada a dever, em comparação com filmes como Os suspeitos (2013). Na trama do derradeiro longa do Wolverine de Jackman, há rajadas de tiros, momentos de reclusão para o protagonista, mas é na interação com a silenciosa menina Laura (a excepcional Dafne Keen) que o filme deslancha e se torna marcante. A bem da verdade, o foco sai de vilões como Pierce (Boyd Holbrook) e doutor Rice (Richard E. Grant).
 
A dobradinha cênica de Logan e a jovem Laura é tão interessante que não encontra paralelo nem nas memoráveis cenas de Wolverine com a Jean Grey feitas pela atriz Famke Janssen (em outros exemplares dos X-Men). Derivado dos quadrinhos que o consagraram, num meio paralelo, como Arma X a favor dos humanos, Logan terá, entre outras missões, a obrigação de alcançar a Dakota do Norte, refúgio para jovens mutantes. Crianças sedadas, uma Laura raivosa (e assustadora, quando discute em espanhol), além de um leve quê de A pequena Miss Sunshine na fita fazem toda a diferença, ressaltando diversão na aventura.
 
Assista ao trailer do filme:  
 
 

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