Brasília-DF,
26/JUL/2017

Suicídio é um dos temas tratados em Eles só usam black tie

O filme sul-africano conta com Sibs Shongwe-La Mer e Bonko Cosme Khoza no elenco

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Ricardo Daehn Publicação:17/03/2017 06:00Atualização:16/03/2017 18:12
Vindo das artes plásticas e da literatura, o cineasta Sibs Shongwe-La Mer imprime estilo na estreia em longas (Fênix Filmes/Divulgação)
Vindo das artes plásticas e da literatura, o cineasta Sibs Shongwe-La Mer imprime estilo na estreia em longas
 
Numa discussão sobre a imperativa segregação em Joanesburgo, há preto no branco, sem meias palavras: os personagens fazem o que podem para assegurar uma identidade, ainda que, por vezes, venha a reboque de padrões da elite branca no longa sul-africano Eles só usam black tie.
 
Entre rodas com cigarros de maconha, abertura indiscriminada de vinhos fora de hora e estilizadas imagens poéticas, September (personagem a cargo do diretor Sibs Shongwe-La Mer) e Jabz (Bonko Cosme Khoza) tentam aprofundar relações, muitas das quais de amizade, depois da morte de uma conhecida.
 
 
Há grande peso, por ter se tratado de suicídio, inclusive transmitido via internet (daí, um dos personagens sugerir a rashtag #estoumorta, numa das superficiais, mas reveladoras, discussões geradas). Numa linha experimental que se aproxima das fitas sessentistas de John Cassavettes (de Faces), Sibs Shongwe-La Mer comanda filme raro, concentrado na libertinagem completa, nas relações esporádicas e na implosão de moralismo.
 
Eles só usam black tie é cru, e surte efeito. O registro artístico e mixado com ousadia que aposta em closes em toques íntimos e em agrupações humanas descoladas, tudo sob a segurança do diretor, ator, roteirista e montador da fita.
 
Confira o trailer
 

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