Brasília-DF,
27/JUN/2017

'A vigilante do amanhã: Ghost in the shell' levanta questionamentos sobre a tecnologia

Baseado em anime e estrelado por Scarllet Johansson, longa explora as fronteiras da relação entre a tecnologia e a humanidade

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Alexandre de Paula- Especial para o Correio Publicação:31/03/2017 06:00Atualização:30/03/2017 17:42
Scarlett Johansson estrela longa que questiona a ética no avanço tecnológico
 (Reprodução/Internet)
Scarlett Johansson estrela longa que questiona a ética no avanço tecnológico

Baseado em cultuadas animações japonesas, A vigilante do amanhã: Ghost in the shell apresenta um futuro cyberpunk em que a tecnologia é o ponto de partida para reflexões e questionamentos sobre a natureza humana e os limites éticos da relação entre pessoas e máquinas.
 
Estrelado por Scarlett Johansson, o filme apresenta Major Mira, mulher que, depois de um acidente, passa por um processo que transplanta seu cérebro para um corpo mecânico. Por ser a única a  juntar as qualidades do cérebro humano a um corpo totalmente máquina, ela é logo transformada em uma espécie de arma e de super-soldado a serviço de uma unidade que coíbe cybercrimes.
 
Em um mundo onde a interação entre o que é humano e o que é máquina é cada vez mais feroz, os chamados aperfeiçoamentos do corpo são comuns entre várias pessoas. Um fígado, um rim, tudo pode ser trocado por substitutos artificiais. Mesmo o cérebro pode ter aperfeiçoamentos digitais, portanto, que hackeá-lo torna-se uma possibilidade.

É justamente em uma operação contra essa espécie de crime que Major conhece um terrorista que luta contra os avanços da corporação responsável pela criação do corpo atual. E é nesse encontro em que ela começa a se questionar sobre o que é realmente verdade no que dizem ser seu passado.
 
Como os cientistas que desenvolveram o projeto de Major são capazes de alterar o corpo e até deletar informações da sua mente, ela passa a pensar se tudo o que toma como verdade não é, de fato, fantasia e mentira.
 
 
 
Ghost in the shell carrega, desde o início, no tom filosófico. Em um mundo totalmente mediado pelo virtual e pela tecnologia, é possível encontrar e distinguir o que é real do que é ilusão? E, mais do que isso, o que define o que somos?     A nossa identidade é moldada pelas lembranças ou pelo que fazemos?
 
São essas dúvidas que atingem Major. Se tudo o que acredita e sabe sobre o seu passado pode ter sido inventado pela corporação que a desenvolveu, como entender e encontrar o que, de fato, a define?
 
Veja as sessões para o filme aqui  
 
As perguntas são muitas e o filme pesa em defender que as características humanas são superiores às das máquinas e que a essência dessa natureza permanece mesmo quando inibida pela tecnologia. Em outros momentos, Ghost in the shell também leva a pensar em questões éticas: o que vale a pena fazer para se desenvolver tecnologicamente? Para ir além, a mentira é justificável?
 
Talvez pela pressa e pela necessidade de um ritmo acelerado imposto pelo cinema atual, Ghost in the shell não alcance real profundidade em nenhuma dessas reflexões e passe a impressão de permanecer o tempo todo na superfície, ainda mais ao se considerar os elogios rasgados de muita gente ao potencial que havia nas histórias originais japonesas.
 
Além disso, fica, o tempo todo, a impressão de que tudo aquilo (até os questionamentos) já foi visto nos cinemas várias vezes antes. E, o pior, com mais qualidade.

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