Brasília-DF,
26/JUN/2017

Na adaptação religiosa 'A cabana', Deus é interpretado por Octavia Spencer

Filme inspirado em best-seller apresenta comunicação fácil entre público e personagens

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Ricardo Daehn Publicação:07/04/2017 06:00Atualização:06/04/2017 17:18
Espiritualidade e sentimentalismo se confundem em 'A cabana' (Reprodução/Internet)
Espiritualidade e sentimentalismo se confundem em 'A cabana'

A sensação de alento reservada ao protagonista de A cabana, filme adaptado do best-seller de William P. Young, se estende ao público, numa corrente normal de empatia, dada a gravidade da tragédia que envolve o esforçado pai Mack. À frente do papel, Sam Worthington (Fúria de titãs), ao lado da bondosa imagem e aura de Octavia Spencer, consegue redimir a açucarada premissa: depois da morte precoce da filha de Mack, Missey (Amélie Eve), ele não escapa da sistemática crise, que ganha a tarja de “a Grande Tristeza”.
 
 
Rancores, remorsos e uma cavalar dose de autoajuda estarão na jornada de acerto de contas empreendida pelo abatido Mack. A narrativa, bastante apegada ao retrato de tradições familiares e às universais dúvidas do homem, ganha com a suspensão de crença do protagonista do longa do diretor Stuart Hazeldine. No rastro do trauma da superação de uma infância difícil, Mack não terá como adiar um contato com Deus. O elo mais apertado da relação com “Ele” vem por meio da religiosidade da mulher de Mack (papel reservado para Radha Mitchell), capaz de chamar Deus de “Papai”.
 
Há forte serenidade no andamento da trama. Conceitos de religião, de sabedoria (representada por Alice Braga) e de julgamentos são encerrados em metáforas objetivas capazes de emocionar o público.
 
Entre situações enigmáticas — não é difícil aceitar, à primeira vista, Octavia Spencer na pele de Deus —, Mack terá, entre contestações rasas e interações plenas, uma passagem idílica, no seio de uma casa acolhedora habitada por Jesus (Avraham Aviv Alush) e Sarayu (Sumire Matsubara, destacada pela personagem cujo nome quer dizer “sopro de vento”). Com alguns excessos (há duas cenas bem constrangedoras, é bem verdade), mas a partir de um colorido vibrante, A cabana é um honesto retrato da capacidade de perdão.
 
 

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