Brasília-DF,
17/AGO/2017

Confira a crítica do filme 'Una'

O longa discute ambos lados de um caso de abuso infantil

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Ricardo Daehn Publicação:14/04/2017 06:00Atualização:13/04/2017 16:53
Embate entre vítima e algoz é enfraquecido por diálogos ruins
 (Mares Filmes/Divulgação)
Embate entre vítima e algoz é enfraquecido por diálogos ruins

“Não posso ficar com você”, dispara um dos protagonistas de Una (interpretada por Rooney Mara), ao que a personagem-título atiça: “Por quê? Sou muito velha?”. O detalhe está nas entrelinhas do longa de estreia do australiano Benedict Andrews: há ironia na pergunta de Una, já que conversa com o homem que, há década e meia, abusou dela, quando Una tinha apenas 13 anos.
 
Veja o trailer 
 
 
Com material polêmico nas mãos —  uma moça mais do que magoada prenuncia uma tragédia, no acerto de contas diante do criminoso Ray (Ben Mendelsohn), homem que a violentou —, o diretor opta pela racionalidade e aposta em dados perturbadores no decorrer da trama.
 
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Sem a extravagância de Lolita, o cara a cara entre Ray e Una se dá com nervos de ambos, em certa medida, domados. Ray teme pela destruição de uma vida matrimonial estruturada, enquanto Una pretende seguir adiante e se desvencilhar do que, acredita, pode ter sido amor.
 
Baseado na peça de David Harrower, Blackbird, o filme se dá na penumbra, com a eficiente e fria fotografia de Thimios Bakatakis. Com decisiva participação, o ator inglês Riz Ahmed (O abutre) contribui para a boa encenação. Amparado bastante por memórias, o longa tem um clima convincente, capaz de evocar o bem-sucedido A garota do livro (2015). Entre o embate e a tensão do enredo, o que mais surpreende é a franqueza nos diálogos entre vítima e algoz.

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