Brasília-DF,
24/NOV/2017

'Alien: Covenant' conduz o embate entre a fé e a ciência

Novo filme de Ridley Scott pede mais realismo ao unir o sucesso 'Prometheus' e o clássico 'Alien, o oitavo passageiro'

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Ricardo Daehn Publicação:12/05/2017 06:00Atualização:11/05/2017 19:01
Roteiro do longa de ficção científica está recheado de clichês
 (Youtube/Reprodução)
Roteiro do longa de ficção científica está recheado de clichês
 
Os filmes podem ser dos mais futuristas, mas a premissa, vira e mexe, cai na filosófica questão da origem à existência: o ovo ou a galinha? De certo modo é essa questão que alavanca a mais nova produção assinada por Ridley Scott, Alien: Covenant. Que o diretor inglês de Gladiador (2000) e Falcão Negro em perigo (2001) seja o mestre da ação desatrelada a uma era específica ninguém questiona. Mas, depois de Perdido em Marte (2015), Alien: Covenant bem que poderia contemplar mais realismo. 
 
“Viajante”, o filme apregoa um ano de 2104 obrigado a unir conceitos de Prometheus (2012) e de Alien, o oitavo passageiro (1979). A colagem, por vezes, exagera na dose de terror e deposita muito peso na pomposidade do eterno embate entre fé e atos racionais, em especial, aquele apregoado pelo ocasional capitão de tripulação Oram (Billy Crudup). Entre os vários elementos que soam a clichê dos quais Scott se vale estão a da nêmesis comportada na personalidade de um dos tipos interpretados pelo nunca menos do que excelente Michael Fassbender (duplicado, noutro ponto clichê). O ator alemão vive tanto David quanto Walter, que têm facetas distintas de humanoides criados pelo homem.
 
 
Com o objetivo de chegar ao planeta Origae-6 em sete anos, 15 tripulantes e centenas de colonizadores, além de embriões, veem a integridade da espaçonave Covenant despencar após uma série de incidentes. Enquanto ficam próximos da morte, paira a certeza de um dos robôs da fita: “Você (humano) morrerá — eu, não”.
 
Manter uma complexidade que não destoe da escala de inovações visuais de outros filmes da série Alien não é tarefa fácil e, aliás, nem é tão cumprida pelas lentes de Ridley Scott. Há profusão de sangue na telona, a ponto de, por momentos, se puxar da memória algum exemplar de Sexta feira 13.
 
Um dos grandes méritos dos filmes de Scott é que ele não dispensa narrativas que acusem um quê das viagens ao centro do corpo ou da Terra. O cineasta expande a perspectiva para o aeroespaço e alarga caminhos, nunca esquecendo de dar relevância a personagens femininas como no caso de Daniels (Katherine Waterston) e Karine (Carmen Ejogo).Outro enorme acerto do cineasta é o de, no fundo, conseguir contemplar os efeitos das lacunas na comunicação humana. No festival de terrores, aos 45 do segundo tempo, o roteiro ainda guarda uma ótima saída para a derradeira cena.
 
Assista ao trailer:
 

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