Brasília-DF,
23/SET/2017

Confira a crítica sobre 'Rei Arthur: A lenda da espada'

Longa de Guy Ritchie aposta em visual moderno para trama do passado

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Ricardo Daehn Publicação:19/05/2017 06:01Atualização:18/05/2017 16:22

O período de formação de Arthur é retratado no filme que chega esta semana aos cinemas (Daniel Smith/Warner Bros. Entertainment)
O período de formação de Arthur é retratado no filme que chega esta semana aos cinemas

Um menino surrado por maiores, exposto à violência e a atividades ilícitas, se converte num sempre alerta batalhador do centro Londínio (embrião da futura Londres). Crescido entre surtos de escravidão e de altas cotas de traições palacianas, o protagonista e personagem título de Rei Arthur: A lenda da espada, Arthur (Charlie Hunnam, da série Filhos da anarquia), se vê na liderança de um grupo de marginalizados em que se destacam personagens de atores como Tom Wu e Neil Maskell.

A décadas do trágico desfecho da Batalha de Camlann, o novo filme de Guy Ritchie trata da época de formação do protagonista que viria a fazer história empunhando a mítica espada Excalibur.

Com erros retumbantes, como os dos calçados dos integrantes da tropa real (adeptos do que seriam quase uns tênis!), Rei Arthur aposta em visual e dinâmicas modernosas, com diferentes resultados. Algumas imagens têm impacto garantido, como as de peixes-cobras mesclados a mulheres ou os descomunais elefantes que fazem lembrar o fracassado Alexandre o Grande (2004), de Oliver Stone. Por trás de fortalezas e de relações com vikings tornados protegidos, reina um amalucado Vortigern (Jude Law), empecilho para que Arthur tome posse da verdadeira identidade, ofuscada por passado nebuloso.

 

 

Sem espaço amplo para figuras arturianas como Merlin e a rainha Genebra, Rei Arthur cede terreno para figuras cativantes como o menino Blue (Bleu Landau) ou nem tanto, caso de Bill Ensebado (Aidan Gillen, de Game of thrones).

 

Confira as sessões do filme em 2D e 3D 

 

Para além da narrativa de Guy Ritchie, habilidoso em testar o público com adiantamentos de eventos da trama, Rei Arthur explora, com perspicácia, a imagem de Maga (Astride Bergès Frisbey). Entre a dominação de uma espada da qual até tenta se livrar, Arthur verá horrores derivados do inebriante desempenho do poder. Numa cena bizarra, o personagem de Jude Law, por exemplo, repete uma frase na orelha recém-cortada de um inimigo. 

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