Brasília-DF,
18/DEZ/2017

'A garota ocidental' conta história de jovem paquistanesa

Zahira, protagonista do filme, encara costumes orientais e pressão da família

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Ricardo Daehn Publicação:23/06/2017 06:00Atualização:22/06/2017 16:39
Zahira enfrenta as tradições paquistanesas para ser feliz (Reprodução/Internet)
Zahira enfrenta as tradições paquistanesas para ser feliz

Longe do maniqueísmo das fitas que colocam um indivíduo contra tradições familiares, A garota ocidental ganha corpo pelo relativo clima de paz e acolhimento que, inicialmente, cerca a protagonista Zahira (Lina El Arabi). 
 
Num impasse extremo, ela está grávida e pretende abortar —  contando apenas com o apoio do irmão Amir (Sébastien Houbani).
 
Em casa Zahira sofre a pressão exercida pelos pais paquistaneses, com tom velado. A mãe é vivida pela atriz Nina Kulkarni, enquanto o pai ganha credibilidade máxima na pele de Babak Karimi (vencedor, com A separação, do Urso de Prata de melhor ator, em Berlim).



Terceiro longa do diretor belga Stephan Streker, A garota ocidental repassa bem a forjada maturidade de Zahira, criada em meio às incertezas de autoafirmar-se. 

Confira as sessões do filme.

Numa cena triste, que mostra a tecnologia a serviço das relações pessoais, o pretendente de Zahira, Adnan (Harmandeep Palminder), deixa entrever o automatismo de sentimentos movidos a promessas de dotes e a casamentos que contemplam até a necessidade da reconstituição de hímen.

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