Brasília-DF,
26/JUL/2017

Confira a critica de 'A terra vermelha', de Diego Martinez Vignatti

O argentino dirige trama que se passa na vida de trabalhadores rurais. Elenco conta com Diego Martinez Vignatti

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Ricardo Daehn Publicação:07/07/2017 06:02
Em 'A terra vermelha', Pierre enfrenta a dicotomia capitalismo versus progresso (Reprodução/Internet)
Em 'A terra vermelha', Pierre enfrenta a dicotomia capitalismo versus progresso
 
 
Diretor de fotografia dos impactantes filmes do mexicano Carlos Reygadas, o argentino Diego Martinez Vignatti, como diretor, reza na cartilha das situações-limites. Em A terra vermelha, ele traz componentes de políticos, mas não panfletários.
 
A trama é centrada na figura do belga Pierre (Diego Martinez Vignatti, ator visto no polêmico Alabama Monroe). Na encruzilhada de Misiones, nordeste argentino, região que irmana paraguaios e brasileiros, Pierre —  com a soberba do caolho em terra de cegos —  trabalha para uma multinacional alastrada de negociatas em torno do abeto, delicado pinheiro.
 
O capitalismo desmedido se instala, ao passo em que Pierre, igualmente, se revela hábil regente de um time de rugby formado pelos trabalhadores rurais supervisionados por ele, no dia a dia. Responsável por diversas áreas criativas do filme, Diego Vignatti deposita enorme talento na administração de temas como uso desregrado de agrotóxicos, a capacidade de indignação da comunidade e a redenção de Pierre pelo amor sentido pela simples, mas influente professora da região, Ana (Eugenia Ramírez Miori).
 
Completando o belo filme, o cineasta Enrique Piñeyro vive o inesquecível Doutor Balza.

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