Brasília-DF,
26/JUL/2017

Crítica: 'Fala comigo' traz desdobramentos do feminismo

Roteiro sólido dialoga com adultos e adolescentes

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Ricardo Daehn Publicação:14/07/2017 06:03Atualização:13/07/2017 18:19
Diogo e Mariana sofrem com a separação dos pais
 (Vitrine Filmes/Divulgação)
Diogo e Mariana sofrem com a separação dos pais

 
Se há avanços no acabamento do cinema nacional, Fala comigo responde por duas melhorias: traz um roteiro sólido, modelado, sem enormes pretensões, e diminui a lacuna de títulos com problemáticas adolescentes. 
 
Assim como A mulher do pai, Hoje eu quero voltar sozinho, com as fitas do brasiliense Matheus Souza e do gaúcho Jorge Furtado, Fala comigo se comunica com diferentes públicos e traz a ponte entre adultos e adolescentes.


 
Um clima algo desolador é contemplado pelo filme do diretor Felipe Sholl: Diogo (Tom Karabachian) tem os hormônios em alta e não consegue se exprimir em meio à família disfuncional. A mãe Clarice (Denise Fraga) é psicóloga em crise com o pai de Diogo, interpretado pelo sutil Emílio de Mello. Ele e a irmã, Mariana (Anita Ferraz) são meio que postos de lado.

Clique e confira as sessões do filme
 
Dois vetores de amor encantam o protagonista: a quarentona Ângela (Karine Telles, excelente, e premiada no Festival do Rio) e o colega de sala dele, Guilherme (Daniel Rangel).
 
Sem o drama do clássico sueco Minha vida de cachorro, Diogo prova do gosto da dissidência e do estar um tanto largado no mundo, a exemplo da cachorra Laika, citada naquele filme. Mas,  Ângela —  com a vulnerabilidade e a carência explícita —  estará a postos, como uma instável rede, com bocado de segurança.

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