Brasília-DF,
22/AGO/2017

Confira a crítica de 'Transformers - O último cavaleiro'

Quinto filme da franquia se perde no grande número de personagens e no excesso de referências

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Ricardo Daehn Publicação:21/07/2017 06:01Atualização:21/07/2017 14:02

Ação é o que não falta no filme assinado por Michael Bay (Paramount Brasil/Divulgação)
Ação é o que não falta no filme assinado por Michael Bay

 

O mundo dá voltas, e em termos de cenários múltiplos para um mesmo filme, Transformers confirma que muitas delas são desnecessárias. Tanto a ala boa dos carros-robôs alienígenas, os autobots; quanto os temidos decepticons se reencontram no campo da ação infestado por uma dose absurda de personagens e de situações caóticas calibradas pela circulação de forças militares e de tropas que perseguem os protagonistas do filme do diretor Michael Bay, tornados ilegais entre os humanos.

Quando muitos veem Megatron como a maior ameaça terrestre, o novo filme amplia horizontes: o perigo para a Terra pode estar em Cybertron, berço dos Transformers. Unicron – uma espécie de parasita –, que pode assumir proporções planetárias, também está prestes a se apresentar como ameaça. Com todas as ameaças aparentes, os três roteiristas do longa ainda acharam por bem estender o alcance da trama, e levam os espectadores à viagem milenar, revirando a época dos escudos, brasões e dragões. Lá, com direito a incursões no mundo do Rei Arthur, de Lancelot e do mago e beberrão Merlim (o excelente Stanley Tucci), reside um talismã que pode salvar os humanos, muito ameaçados, no salto de 1,6 mil anos na trama.

Irritante, dado o excesso de barulhos e de imagens vertiginosas, Transformers, que tem a produção-executiva de Bay e de Steven Spielberg, caminha para nítida trajetória de decalques. Muitas homenagens brotam do mundo de George Lucas e seus Star wars. O despertar da força parece estar citado na presença da menina Izabella (Isabela Moner, num arremedo da menina do longa Logan) e de Sqweeks, um pequeno robô à la BB-8. Meio birrento, o mordomo do misterioso personagem Sir Burton (Anthony Hopkins, numa preciosa participação) que atende por Cogman, também assume no novo Tranformers uma citação ao dourado C-3PO.

Além de uma deusa chamada Quintessa que, com a ótima Laura Haddock (dando vida à estudiosa Vivan), engrossa a linha de frente feminina no filme em que sobram personagens como Coronel Lennox (Josh Duhamel) e ainda situações mirabolantes que nem sempre Cade Yeager (Mark Wahlberg) como protagonista. Para quem gosta, Hot Rod, Bumblebee e Optimus Prime, entre tantos outros, calibram a ação desenfreada. 

 

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