Brasília-DF,
22/OUT/2017

Crítica: 'Em ritmo de fuga' é um ótimo lançamento de Edgar Wright

Ansel Elgort protagoniza o filme com personagem adorável

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Ricardo Daehn Publicação:28/07/2017 06:00Atualização:28/07/2017 16:47
'Em ritmo de fuga' tem batida pop que relembra os anos 1980 (Working Title Films/Divulgação)
'Em ritmo de fuga' tem batida pop que relembra os anos 1980


Velocidade e música casam, à perfeição, no mais recente filme do diretor Edgar Wright, o mesmo de Scott Pilgrim contra o mundo. Num trajeto de azar e sorte, o protagonista é Baby (Ansel Elgort, o chamariz de A culpa é das estrelas) que, como motorista profissional, convive com loucas escapadas de carro e um ritual de pagamento pelos serviços prestados pelo contraventor Doc (Kevin Spacey, nunca menos do que ótimo).
Além do charme no roteiro que lembra as fitas oitentistas de Chris Columbus, como Uma noite de aventuras (1987), e aventuras estreladas por Tom Cruise, ao estilo de Negócio arriscado (1983), Em ritmo de fuga elenca dezenas de composições célebres assinadas ou cantadas por figurões como Paul Simon, Isaac Hayes, Lionel Richie e Queen (com um divertido uso de Brighton rock).
Dinheiro, sexo, drogas, rock e ação comandam Em ritmo de fuga. Traições e reviravoltas estão em curso, enquanto Baby se apaixona pela garçonete Debora, interpretada por Lily James (a Cinderela moderna, na recente adaptação). 
 
Veja as sessões em Brasília.

Genuíno, Baby é capaz de ter o coração quebrado, ao decepcionar a pretendente. É um personagem adorável e que só melhora, cercado pela despretensão. Jovem, ele quer mesmo é meter os fones de ouvido, ser feliz e se movimentar à excelência das coreografias assinadas por Ryan Heffington (que já teve parceirias com Sia e Arcade Fire).
Num clima à la Sessão da Tarde e cômico, Wright faz brilhar o protagonista, que como dito por um dos personagens, “não pertence a este mundo”. O chofer de ocasião é capaz de se desconcentrar, ao ver o sangue de um guarda abatido em ação. Mas, ele tem um lado B -- é bom reforçar. De resto é curtir as breves homenagens a Martin Scorsese, as requebradas visuais ao som de Harlem Shuffle e as presenças de Eiza González, Jon Hamm (Mad men), Jamie Foxx e Jon Bernthal. 
 
 

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