Brasília-DF,
22/OUT/2017

Crítica: Terceira parte da saga 'Planeta dos macacos' ainda chama a atenção

Bons efeitos visuais e roteiro competente fazem parte do longa-metragem dirigido por Matt Reeves

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Ricardo Daehn Publicação:04/08/2017 06:00
%u201CMacacos unidos, fortes%u201D continua sendo o lema dos protagonistas em A guerra (20th Century Fox/Divulgacao)
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A guerra pode ser a terceira parte de uma saga iniciada em 2011, mas o princípio de sucesso vem sempre a ser o mesmo na franquia Planeta dos macacos: tudo depende da capacidade que o espectador tem em se identificar com os efeitos alcançados pela computação gráfica. “Como eles (os personagens macacos) parecem conosco” é o tipo de reação a nortear parte do público. E, mais uma vez, o artifício funciona neste novo longa dirigido por Matt Reeves.
 
“Macacos unidos, fortes” segue sendo o lema defendido pelo virtual líder dos primatas que sempre servem de alvo para temidos e inescrupulosos humanos. Na trama, César (Andy Serkis), o símio supremo, busca um novo lar para todos os companheiros. Os “mata-macacos”, como se afirmam alguns brancos, se embrenham na luta desigual contra os macacos munidos com rudimentar flecharia. O fato dá chance para inspiradas cenas de ação e corre-corre.
 
Veja as sessões em 2D e 3D.
 
Num andamento que lembra a epopeia expedicionária de Inman, o protagonista do romance Montanha gelada (de Charles Frazier), o necessário êxodo dos desalojados macacos vem balizado por aparições do malvado antagonista Koba, que retorna em grande estilo. Como um alívio cômico bastante funcional, há a introdução de um novo personagem que atende pela equivocada designação de Macaco Mau.
 
Ao longo da história, a passagem por uma espécie de campo de concentração reservado aos macacos acentua a lacuna de esperanças de um bom desfecho para os protagonistas que sofrem pela ação da própria espécie, uma vez que são brutalizados até mesmo por companheiros. Quem manipula a jogada do “irmão contra irmão” é um coronel ensandecido, com uma correta interpretação de Woody Harrelson.
 
No roteiro, também assinado por Mark Bomback (o mesmo do capítulo O confronto — o filme dos macacos de 2014), César vai encarar dramas muito pessoais. Apontando como objetivo a criação de um muro, derivado da exploração de uma pedreira, o curso da história dá ares de crítica aguda, no paralelo com propósitos de governos contemporâneos.
 
Os pesados sentimentos de vingança, à dada altura, nutridos pelo quase sempre caridoso César, guardam outro interessante caráter do roteiro do filme que reserva as melhores cenas de ação para o começo e para o final da produção.
 
Veja o trailer:
 
 

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