Brasília-DF,
20/AGO/2017

'Malasartes' apresenta clássico personagem da cultura popular com efeitos visuais

O longa é a produção brasileira com mais efeitos de computação digital até hoje

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Alexandre de Paula- Especial para o Correio Publicação:11/08/2017 06:00Atualização:10/08/2017 15:07
Jesuíta Barbosa e Isis Valverde protagonizam o longa 
 (Reprodução/Internet)
Jesuíta Barbosa e Isis Valverde protagonizam o longa

 
Do diretor Paulo Morelli (do bom Entre nós), Malasartes e o duelo com a morte chama a atenção de cara pelos efeitos visuais. Boa parte do longa foi feita com uso de computação digital. O filme é a produção brasileira que mais utilizou esse tipo de recurso até hoje. Por isso, é impossível não ficar impressionado.
 
Confira as sessões do filme. 
 
O problema é que nem só de efeitos especiais é feito um bom filme. Se a técnica impressiona, o roteiro fraco, as soluções clichês e até utilizações um tanto cafona dos recursos visuais fazem Malasartes e o duelo com a morte perder força.
 
O longa retoma um personagem clássico da cultura popular: o malandro genial Pedro Malasartes. Capaz de enganar a qualquer um com maestria, no filme, ele é responsável por ludibriar a própria morte. O novo Malasartes (Jesuíta Barbosa), no entanto, resolve tudo —  ao lado do parceiro Zé Candinho (Augusto Madeira) e da amada Áurea (Isis Valverde) —   com truques, digamos, bobos demais.
 
 
 
Sem profundidade, o filme se sustenta nos efeitos visuais e em humor e ingenuidade forjados, longe demais dos clássicos que tenta emular. Nos filmes de Mazzaropi (que até interpretou Malasartes), humor e ingenuidade são chaves para a poesia, algo que essa versão tecnológica passa longe de alcançar.

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