Brasília-DF,
18/DEZ/2017

Crítica: 'It - A coisa' peca em roteiro repetitivo e ausência de cenas aterrorizantes

As tramas mal exploradas de 'It - A coisa' também marcam a estreia que narra a história de sumiços sem explicação

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Vinicius Nader Publicação:08/09/2017 06:00Atualização:08/09/2017 10:04

Nem mesmo a aparência assustadora de Pennywise salva  (Reprodução/Internet)
Nem mesmo a aparência assustadora de Pennywise salva
 

A cada 27 anos, a cidade de Derry, nos EUA, é acometida por uma espécie de maldição na qual pessoas desaparecem sem nenhuma explicação plausível, assim como são incoerentes o roteiro e as atuações de It — A coisa, filme de Andy Muschietti baseado em obra de Stephen King.


A ação do longa começa em outubro de 1988, quando o pré-adolescente Bill (Jaeden Lieberher) faz um barquinho de papel para o irmão mais novo, Georgie (Jackson Robert Scott), brincar. A embarcação é levada pela tempestade até o bueiro onde tudo começa a acontecer.

 

E a degringolar. Dentro desse bueiro, Georgie é capturado pelo palhaço Pennywise (Bill               Skarsgård), a tal “coisa” do título. O menino é dado como morto por todos, menos por Bill. No verão de 1989, ele e um grupo de amigos — autointitulados “Clube dos otários” — seguem em busca de Georgie e dos outros meninos que desapareceram desde então.

 

 

 

Da turma faz parte, entre outros, o colega de Bill, Richie (Finn Wolfhard, cujo personagem na série Stranger things tem várias semelhanças com o do longa). A única menina é Bervely (Sophia Lilis), por quem os meninos, com hormônios à flor da pele, se encantam.

 

O problema maior de It — A coisa está nos sustos. Ou na ausência deles. A maior premissa de um filme de terror é quebrada e, mais do que aterrorizado, o público sai do cinema tendo rido e até se emocionado com os meninos. Pennywise bem que tenta: mostra os dentes, grita, assume outros corpos, mas não convence. O mestre do terror literário merecia mais cuidado, um horror sugerido em vez de escancarado resolveria melhor.

 

Outra questão é a inteligência dos meninos. Bill logo saca que o medo alimenta Pennywise e que o palhaço investe no que a vítima teme. Convence os companheiros disso, mas todos eles — inclusive Bill — caem repetidamente nas mesmas armadilhas do vilão.

Confira salas onde o filme está em cartaz

 

Melhor esquecer os sustos e se centrar nas tiradas — algumas inspiradas — dos adolescentes ou nos dramas de Bill, que não lida bem com a perda do irmão, e de Bervely, vítima de abusos por parte do pai. Agora é esperar os próximos 27 anos se passarem e dar a Pennywise uma chance de redenção.

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