Brasília-DF,
20/OUT/2017

Sequência 'Blade runner 2049' faz juz ao clássico de 1982

O longa conta com Ryan Gosling e Jared Leto no elenco

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Alexandre de Paula- Especial para o Correio Publicação:06/10/2017 06:00Atualização:05/10/2017 16:54
Ryan Gosling é o protagonista de 'Blade runner 2049' (Reprodução/Internet)
Ryan Gosling é o protagonista de 'Blade runner 2049'

A Terra é só um arremedo em Blade runner 2049. No longa que dá sequência ao clássico de Ridley Scott (de 1982), quase nada tem vida no planeta. Água, chuva e árvores, por exemplo, são lembranças turvas e distantes para os que permaneceram por aqui, entre a degradação e um mundo controlado e violento.
 
O ponto mais importante no filme de Denis Villeneuve, no entanto, é justamente a vida. Enquanto o mundo padece, resta aos que sobraram, humanos ou não, buscar o que lhes dá significado, o que os faz existir. A essência, o que torna alguém ser único e o que traz humanidade são questionamentos permanentes.
 
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Desde o começo, as angústias da dúvida e da descoberta são escancaradas no longa, mesmo que em doses crescentes. Seja na fotografia que explora a decadência ou a imensidão, seja na trilha sonora que acentua agonias e desconfortos, Blade runner 2049 se constrói nesse caminho.

Assim como em A chegada, Villeneuve apostana profundidade. Não é um voo raso e confortável. É preciso sentir, se angustiar, para alcançar o que se passa com os personagens. Por essa construção, o novo Blade runner demora a capturar de vez o espectador, com um ritmo mais lento na primeira parte. Algo necessário.
 
Revelar muito sobre o enredo pode atrapalhar a experiência de assistir ao filme. Não que ele dependa apenas da história, mas as descobertas feitas durante a sequência são parte importante, pelo menos, da primeira experiência.
 

 
Os replicantes continuam lá. Agora, são construídos pela empresa do bilionário Wallace (Jared Leto) e estão mais inteligentes e fortes do que nunca. Um deles, K (Ryan Gosling) começa uma investigação ao perseguir exemplares “antigos e defeituosos”. Na investigação, porém, o personagem de Gosling acha segredos e experiências que o fazem ter sentimentos e começar a se rebelar contra o sistema ao qual faz parte e querer entender o que ele, de fato, é.
 
Blade runner 2049 se sustenta mesmo nas questões filosóficas, na humanidade que pode haver em robôs e numa sociedade cada vez mais decadente e sem vida. Ao seu modo, Denis Villeneuve fez um filme à altura do clássico. Sem dúvida, um dos melhores longas do ano até agora.

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