Brasília-DF,
18/DEZ/2017

'Manifesto' passeia pelas expressões artísticas de séculos 20 e 21

Cate Blanchett se desdobra em 13 personagens em 'Manifesto'

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Ricardo Daehn Publicação:27/10/2017 06:00Atualização:26/10/2017 17:59
Cate Blanchett divaga em uma série de monólogos  recheados de referências a manifestos artísticos
 (Mares Filmes/Divulgação)
Cate Blanchett divaga em uma série de monólogos recheados de referências a manifestos artísticos
 
“Cadeira elétrica para Chopin!” e um outro tanto de impropérios fazem parte do discurso de Manifesto, estrelado pela sempre versátil Cate Blanchett. Descartar é palavra de ordem no roteiro do filme do alemão Julian Rosefeldt. Qualificando a plateia como retrógrada e os críticos contemporâneos de pernósticos, o artista plástico e diretor coloca numa centrífuga conceitos e utilidades reservadas a todos os tipos de arte. Numa viagem de cinema, o perfeccionismo visual acaba por ofuscar muito da coerência da retórica.
 
 
 
Cenografia e coreografias se destacam no filme que tem estrutura cansativa. Num discurso extenuante, o cineasta propaga apelos para que o “homem que não imite”, mas reassuma o compromisso da criação. Condena ainda a superficialidade dos ricos e saúda  — com ironia —  o egoísmo da juventude “de confiança ilimitada” que circula como plateia.
 
 
“O sublime é agora” cutuca um dos textos de Cate Blanchett, que abraça 13 personagens na produção. Ainda que muito modorrento, em partes, Manifesto não deixa de desafiar, ao divagar em torno de arte que envolve o público, com todo o potencial de sua perplexidade.
 

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