Brasília-DF,
19/NOV/2017

Documentário 'Olhando para as estrelas' apresenta história de bailarinas

Do diretor Alexandre Peralta, o filme mostra os altos e baixos de bailarinas em busca de sonhos e amores

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Ricardo Daehn Publicação:10/11/2017 06:01Atualização:09/11/2017 17:21
A realidade de bailarinas cegas é a base do documentário 'Olhando para as estrelas' (Reprodução/Internet)
A realidade de bailarinas cegas é a base do documentário 'Olhando para as estrelas'

 
Não é a precisão dos movimentos, a sincronia de cada coreografia ou os conceitos de arte erudita que estão em jogo no documentário Olhando para as estrelas, assinado por Alexandre Peralta. Acima de tudo, o diretor examina — sem tom pesaroso ou de comiseração — o dia a dia de moças batalhadoras e que desafiam limites —  todas elas integradas na Associação de Ballet e Artes para Cegos Fernanda Bianchini.
 
A relação entre professora e alunas ganha dimensões alargadas quando estão em cena talentos da vida real como os da perfeccionista Geyza Pereira, espécie de primeira bailarina da associação, e Thalia Macedo, discípula que se desprende de barreiras, quando se trata de se afirmar com sua arte. Em meio à cinzenta São Paulo, elas buscam a centelha luminosa da vida.
 
 
Gravidez, casamentos, namoros e aprendizados fazem parte da vida das bailarinas dispostas a ultrapassar sistemáticos obstáculos. Com uma intimidade assentada em anos de convivência, Alexandre Peralta esclarece, sem floreios, o objetivo comum a cada uma das moças do corpo de baile — visão encerrada no pensamento de Geyza que diz não seguir a cartilha da técnica nos movimentos dela. Quer, de verdade, é ser feliz, dançando como poucas se arriscam.
 
 

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